Ruptura nos supermercados cai no primeiro semestre

Ruptura nos supermercados cai no primeiro semestre

Apesar das grandes variações ao longo dos primeiros meses do ano, o indicador que mede a falta de produtos nos supermercados encerrou o primeiro semestre do ano com tendência de queda, segundo dados NeoGrid/Nielsen. O índice, que no começo do ano foi de 11,68%, alcançou estabilidade nos meses de junho, julho e agosto, mantendo-se próximos aos 10%.

De acordo com o vice-presidente de operações da Neogrid, Robson Munhoz, a crise continua influenciando os altos e baixos da ruptura nesse ano. A liberação do FGTS, que contribuiu com o acréscimo de poder de compra da população e as vendas, o alto índice de desemprego e a lenta recuperação econômica afetaram o comportamento do varejo e da indústria comparado ao abastecimento de produtos.

“Diante da crise, o varejo realizou promoções variadas, sem previsões assertivas; os embates comerciais nas negociações com fornecedores ficaram mais acirrados e demorados, o que gerou a falta de determinados produtos por períodos consideráveis; e alguns varejos aumentaram o volume de compras, na tentativa de melhorar o indicador”, explica Munhoz.

Além disso, as empresas precisaram lidar com as escolhas do consumidor neste período. A substituição de produtos consumidos por marcas de preços mais baixos, mas com a mesma proposta, que não têm um histórico de vendas significativo para serem repostos com frequência, contribuiu com a ruptura desses produtos.

Agora, em relação ao indicador sofrer mais quedas, Munhoz alerta: “Vemos uma tendência de queda na ruptura até agora. Porém, com a tentativa das empresas de se adequarem ao momento econômico, a ruptura pode variar, por vezes, como uma montanha russa. O que torna muito difícil realizar esta previsão”, finaliza.


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