A reta final da economia brasileira em 2017

A reta final da economia brasileira em 2017

A economia brasileira, ao longo de 2015 e 2016, demonstrou qual é o resultado da irresponsabilidade na gestão do dinheiro público e da má condução da política econômica de um país. Se as políticas econômicas não são coordenadas e se o governo não gere corretamente a arrecadação nem os gastos, a economia sofre os efeitos nefastos desse descaso com o crescimento econômico de longo prazo em que se preserve a produção, o emprego e a renda.

Já o ano de 2017 foi marcado pela busca do restabelecimento da confiança dos agentes econômicos, bem como em formular e operacionalizar a política econômica de forma a atuar na retomada do crescimento. A credibilidade do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento e do Banco Central do Brasil, como também a sinergia das equipes econômicas, têm auxiliado na condução da política econômica de maneira coordenada e os resultados
já se refletem na economia real do Brasil.

A produção industrial sinaliza alguns resultados de recuperação em diversos setores de atividades, o emprego tem se elevado ao longo dos últimos meses, a renda das famílias tem apresentado crescimento real, a inflação está sob controle e em patamar baixo. A junção desses fatores tem contribuído para a recuperação de alguns setores que se favorecem de momentos de retomada da economia. É importante destacar que, mesmo com alguns setores já apresentando crescimento real nas vendas, a retomada da economia brasileira será lenta e gradual.

Vale ressaltar que as bases sólidas para a busca do crescimento econômico de longo prazo, aquele que de fato mantém elevados os níveis de produção, emprego e renda, com estabilidade de preços, têm sido a prioridade da equipe econômica do Governo Federal. Mas estamos distantes, já que algumas reformas importantes precisam ser discutidas e aprovadas pelo Congresso Nacional e, ainda, a crise política deve influenciar negativamente qualquer
retomada mais rápida da economia.

Assim, para 2017, dado o cenário de recuperação moderada da economia brasileira, a expectativa para o crescimento do PIB é de 0,5% em relação a 2016. Desse modo, para o setor de supermercados, a expectativa é de crescimento no faturamento real de, aproximadamente, 1,5% em 2017, em relação ao ano anterior. E esse crescimento se dá por três fatores principais. O primeiro diz respeito à recuperação do emprego, que gera mais renda para as famílias; o segundo diz respeito à inflação mais baixa, principalmente, dos alimentos; e o terceiro fator está relacionado aos dois anteriores, já que a renda em elevação atrelada a uma inflação mais baixa faz com que o poder de compra da população se eleve, proporcionando um consumo mais alto nos supermercados.

A tendência, até o fim do ano, é de continuidade na recuperação das variáveis de emprego e renda, e a inflação deve se manter em patamares baixos. Mas com a confiança dos consumidores ainda abalada, a aquisição de bens duráveis fica prejudicada, possibilitando o direcionamento das compras para os bens de consumo, como alimentos e bebidas, o que, portanto, favorece o setor de supermercados no Brasil.


menu
menu