Recuperações judiciais recuam 1,8% em outubro

Recuperações judiciais recuam 1,8% em outubro

No mês de outubro de 2018 foram realizados 107 pedidos de recuperações judiciais, recuo de 1,8% frente ao apurado no mês correspondente do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Já a variação mensal registrou aumento 18,9% relação ao índice de setembro deste ano. As micro e pequenas empresas responderam pelo maior número de requerimentos de recuperação judicial no décimo mês de 2018, com 68 pedidos, seguidas pelas médias (22) e pelas grandes empresas (17).

O acumulado de janeiro a outubro deste ano totalizou 1.179 recuperações judiciais requeridas, com decréscimo de 1,4% no comparativo com o mesmo período de 2017. No ano passado, o consolidado de janeiro a outubro fechou com 1.196 ocorrências contra as 1.600 efetuadas em período similar de 2016. As MPEs contabilizaram 722 pedidos no decorrer dos dez meses de 2018. Na sequência, aparecem as médias (275) e as grandes empresas (182).

Quanto às falências, houve recuo de 10,3% em outubro no comparativo com o indicador do mesmo mês de 2017 (140 contra 156). Na variação mensal, houve aumento de 12,0% na variação mensal face aos 125 pedidos de setembro deste ano. Os micro e pequenos empreendimentos também ficaram na dianteira em número de falências requeridas (79). As médias empresas efetuaram 33 pedidos e as grandes, 28 pedidos.

No decorrer de janeiro a outubro de 2018, os requerimentos de falência (1.231) caíram 17,1% frente aos realizados no correspondente período de 2017. Foram 1.485 pedidos no acumulado dos nove meses do ano passado contra os 1.553 realizados em 2016. Na distribuição do total de falências requeridas por porte de empreendimento, entre janeiro e outubro de 2018, as MPEs responderam por 660 pedidos, seguidos pelas médias empresas (285) e médias (286).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, os pedidos de recuperações judiciais requeridas, tanto em outubro quanto no acumulado do ano, estão praticamente nos mesmos níveis aos observados no ano passado. Isto revela que, devido ao baixo dinamismo da atividade econômica, as dificuldades financeiras das empresas persistem nas mesmas condições.


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