Quem são os profissionais do futuro?

Quem são os profissionais do futuro?

por Fernando Ladeira Fernandes*

*Sócio e diretor de Gente e Gestão na Falconi. Graduado em Engenharia, especialista em Gestão Estratégica de Negócios e mestre em Engenharia de Produção

As mudanças trazidas pelas novas tecnologias e gerações estão transformando radicalmente o dia a dia corporativo. Hoje, os profissionais de carreiras tradicionais ou que acabaram de surgir precisam se reinventar constantemente para acompanhar essas mudanças. A má notícia é que o mercado está carente de pessoas que tenham competências indispensáveis para lidar com essas transformações. A boa notícia é que ainda dá tempo de se movimentar.

A Falconi tem trabalhado há mais de 20 anos com os maiores varejistas do Brasil e com alguns grandes players mundiais, além de atender a redes regionais de grande impacto local.

Nossa experiência ao longo desses anos tem nos mostrado que, quando os ciclos de recuperação se iniciam, as empresas que se prepararam e se fortaleceram durante o período de crise saem na frente e conseguem capturar uma fatia maior do valor agregado pelo crescimento do mercado.

Entre as transformações que ocorrem, a mudança de geração é a mais difícil de lidar. As lideranças ainda estão tentando entender o que é importante e prioritário para os jovens que chegam para trabalhar. Com a nova geração, o conceito de emprego com carteira assinada e horários rígidos não existe mais. A relação com o trabalho mudou. A nova geração quer trabalhar com propósito, mas, ao mesmo tempo, quer que a rotina seja divertida, interessante e construtiva. Essa forma de trabalhar, muitas vezes, se traduz em empreender ou em se tornar um profissional autônomo. Por sinal, os jovens têm muito menos medo de arriscar, mesmo que isso signifique menos estabilidade profissional.

A tecnologia, por outro lado, terá mais impacto nas operações dos negócios. Acredito que a digitalização vai continuar transformando a rotina profissional – muitas funções serão automatizadas, enquanto novas carreiras vão surgir, para atender a demandas que ainda não existem. Essa tendência obriga os profissionais a tomar para si a responsabilidade de adquirir novos conhecimentos.

Dessa forma, para quem já está no mercado, é fundamental atualizar-se de forma constante e rápida. E esse movimento deve ser de 360 graus. Os cursos de curta duração estão proliferando de forma exponencial e prometem um aprendizado mais rápido do que uma pós-graduação ou MBA tradicional, por exemplo. Ao mesmo tempo, a atualização profissional deve ser mais importante pela vivência do que pelo conteúdo. Se você não vive o que aprende na prática, é como dar um tiro na água. Joga conhecimento, tempo e recursos fora.

Um dos caminhos mais certos a trilhar, neste momento de transição, é adquirir habilidades indispensáveis ao futuro. O profissional que quer continuar no mercado precisa ter bom relacionamento interpessoal, ser capaz de encontrar formas de ajudar as pessoas e conciliar divergências de ideias em sua rotina, com inteligência emocional. Interpretar dados e extrair deles insights estratégicos serão outros diferenciais buscados pelas empresas, que darão preferência às pessoas com pensamento crítico e criativo, que consigam resolver problemas complexos de maneira inovadora.


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