PMEs recorrem a ferramentas de recuperação de crédito

PMEs recorrem a ferramentas de recuperação de crédito

Com a recente crise econômica vivenciada no Brasil, muitos pequenos e médios empresários apostaram nas vantagens das ferramentas para a recuperação de crédito, com a finalidade de minimizar as perdas e, assim, manter os s negócios em dia.

Em 2015 e em 2016, os pedidos de falências das PMEs apresentaram as duas maiores altas dos últimos cinco anos (2014-2018), com 14,7% e 10,3%, respectivamente, segundo informações da área de Indicadores Econômicos da Boa Vista SCPC. O mesmo ocorreu com os pedidos de recuperação judicial que apresentaram as variáveis mais elevadas, 55,2% e 42,0%, nos anos de 2015 e 2016, respectivamente.

“As dificuldades observadas ao longo dos últimos anos ocasionaram uma busca mais intensa às soluções de recuperação”, afirma a diretora de produtos da Boa Vista, Lola de Oliveira, ao confirmar essa mudança de comportamento dos pequenos e médios empresários quanto ao uso de soluções de recuperação de crédito, em virtude da conjuntura econômica.

Em muitas situações, há empresários que afirmam que negativar um determinado cliente pode vir a prejudicar a relação comercial e até mesmo fazer com que procure um outro fornecedor. Entretanto, essas afirmações, segundo análise da Boa Vista, não têm embasamento e já foram derrubadas há muito tempo, principalmente porque a maioria das empresas já se beneficia desses mecanismos para prevenir e proteger suas vendas, seus negócios.

“A negativação é uma forma amigável de cobrar e, assim, recuperar o cliente após o pagamento da dívida”, explica a diretora, dizendo que, por isso, não há o que temer ao recorrer a essa estratégia de negócio.

O volume de recuperação do débito, de forma geral, tem sido algo em torno a 51%, em um período de aproximadamente 30 dias, para os clientes da Boa Vista que recorrem a sua solução. Assim, a negativação pode ser acrescida à política de cobrança das empresas, servindo muito mais como um alerta ao cliente, para que o pagamento seja feito e, assim, não fique negativado.

A negativação é o início do processo de recuperação de crédito e não há porque ter receio de recorrer a essa solução, avalia a porta-voz da Boa Vista. Com o auxílio do banco de dados do SCPC, por exemplo, as pequenas e médias empresas têm um forte aliado na recuperação de dívidas em atraso. Outro ponto favorável é que não há burocracia para incluir o nome do devedor. E o contrário também é verdadeiro. Ao confirmar o pagamento da dívida, o pequeno e médio empresário pode excluir o nome do cliente do banco de dados rapidamente.

A Boa Vista explica que a negativação ocorre quando um registro de débito vinculado ao CPF, quando o cliente é Pessoa Física, ou ao CNPJ do devedor e/ou de seu avalista, quando é Pessoa Jurídica, é comunicado ao banco de dados do SCPC. Quando isso ocorre, o devedor tem um prazo de dez a 20 dias (dependendo da legislação de cada estado da União) para realizar o pagamento e não perder seu acesso ao crédito. Decorrido esse prazo de pagamento ou regularização, o débito passa a ser exposto (cumprindo os requisitos legais) para o mercado brasileiro.

“O pequeno e médio empresário têm uma grande responsabilidade, não só para com o seu próprio negócio, ao mantê-lo funcionando com as suas receitas e despesas em dia, mas também ao contribuir para que outros empresários tenham ciência do comportamento de certos clientes. Ao comunicar ao mercado o débito, ajudam outras empresas a analisar com mais critério esses devedores, na tomada de decisão da concessão de crédito. Assim, as PMEs prestam um serviço ao mercado e colaboram para a sustentabilidade do crédito no país”, destaca Lola.


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