Pedidos de recuperação judicial têm queda de 23,3% em agosto

Pedidos de recuperação judicial têm queda de 23,3% em agosto

O mês de agosto registrou queda de 23,3% nos pedidos de recuperação judicial no país no comparativo com o mesmo mês de 2017, segundo apontam informações do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado nesta quarta-feira, 05 de setembro. Quanto ao comparativo a julho deste ano, houve crescimento de 36,1%.

No período, foram feitos 132 pedidos com essa finalidade, considerando que as micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos no mês, com 74 pedidos, seguidas pelas médias (33) e pelas grandes empresas (25).

Sobre o acumulado do ano (de janeiro a agosto de 2018), foram requeridos 982 pedidos de recuperações judiciais, queda de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017. De janeiro a agosto de 2017, foram 986 ocorrências contra 1.235 em 2016.

Ainda segundo com informações do levantamento, nestes oito meses do ano, as micro e pequenas empresas tiveram 600 pedidos, seguidas pelas médias (229) e pelas grandes empresas (153).

Houve também queda de 7,3% no número de requerimentos de falências em agosto deste ano na relação com o mesmo mês de 2017 (153 contra 165). Já na comparação com julho deste ano, houve aumento de 20,5%. Na verificação mensal de agosto, as MPEs também ficaram na frente com 74 requerimentos, seguidas pelas médias empresas, com 40, e as grandes com 39.

Nos oito primeiros meses do ano foram realizados 966 pedidos de falência em todo o país, queda de 16,1% em relação aos 1.151 requerimentos efetuados no mesmo período em 2017. Dos 966 requerimentos de falência efetuados nos oito meses de 2018, 512 foram de micro e pequenas empresas, 222 médias e 232 de grandes.

Apesar da queda pontual em agosto/18 em relação ao mesmo mês do ano passado, a quantidade de pedidos de recuperações judiciais acumulada no ano se mantém elevada e praticamente nos mesmos patamares do ano anterior, conforme informam os economistas da Serasa Experian. Tal cenário sinaliza que as dificuldades financeiras das empresas brasileiras persistem perante um quadro de baixíssimo dinamismo econômico.


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