Órgãos brasileiros estudam medidas para retomada das exportações

Órgãos brasileiros estudam medidas para retomada das exportações

Os órgãos brasileiros estão em alerta após a decisão unanime, votada na última quinta-feira (19/04), que proibiu 20 frigoríficos nacionais de exportarem carne de frango para a União Europeia. A ação foi tomada após a UE detectar deficiências no sistema de controle oficial brasileiro. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que lamenta a suspensão e a considera injusta.

Diante destes posicionamentos, a ABPA anunciou que está preparando um estudo para embasar o painel brasileiro, que poderá ser apresentado à Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso o bloco europeu não recue com a decisão, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi, pretende recorrer à medida.

“Estamos sendo penalizados, pois há uma proteção por parte de saúde (com o veto) que a gente põe uma interrogação, e uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar e quer brigar”, afirmou Maggi.

Mesmo se tratando de um ”órgão regulador”, o ministro alegou que a pasta poderá ajudar as empresas que tiverem dificuldades financeiras com uma intermediação junto aos bancos para que o problema não agrave. Em 2017, o Brasil produziu 13,1 milhões de toneladas e exportou 4,3 milhões. Atualmente, o país é o maior exportador do produto no mundo.

De acordo com informações do portal food&feed, Maggi afirmou que o processo de reabertura deve ocorrer o mais breve possível. O Ministério da Agricultura está elaborando um plano de contingência e a solicitação de uma nova missão da União Europeia para auditorias nas plantas suspensas. Ainda não foram estipuladas datas para as medidas serem tomadas.

“O Brasil terá o direito de pedir uma nova missão da União Europeia em frigoríficos e teremos de estar sem qualquer problema, porque, se comprovado algo novo, poderemos ser penalizados”, completou o ministro.


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