O novo ciclo será muito diferente – Repense

O ano de 2017 está trazendo uma “coletânea” de desafios que irão testar todas as camadas da gestão, desde as mais visíveis e óbvias até as não aparentes nem tão reconhecidas. Temas conhecidos estão sendo duramente questionados sobre qual deve ser o contexto de preparação para o ano que chega. Muitas empresas já contam com seus planejamentos bem adiantados ou prontos; outras correm para discutir e definir onde estarão os principais pontos de desenvolvimento; e tem aquelas que pouco fizeram, visando antecipar uma visão clara de seus grandes dilemas para  2017.

Independente do estágio atual do planejamento 2017-2018, sim, um ano para os ajustes do novo ciclo não será suficiente. Aceite o chamado para uma provocação mais intensa e incessante do que funciona ou ainda não funciona bem, hoje. O ambiente exigirá que as coisas que existem e funcionam, muitas vezes “mais ou menos”, sejam reimaginadas.

Reimaginar é começar do zero, ou, simplesmente, decidir que o atual modelo não atende mais e será necessária uma nova dimensão de qualidade das respostas e soluções. Exemplos: Se você já estava insatisfeito por não ter um programa de desenvolvimento de novos líderes, seu planejamento deve trazer a missão de criar. E, se você o tem, é melhor rediscutir e elevar a exigência de qualidade e tempo de resposta. Se os objetivos definidos estão predominantemente concentrados em metas quantitativas, está muito incompleto. Será muito mais importante e relevante a consistência de planos com metas claras do ponto de vista da qualidade do que é feito. Se o ambiente pede uma renovação do ponto de vista de estrutura organizacional, é momento de deixar de protelar e enfrentar o debate da renovação e ou realocação dos recursos em seus ambientes de maior produtividade. O termo produtividade deverá estar com detalhamento e grande ênfase nos processos, nas áreas, nas categorias, nos fornecedores e nas pessoas. Subsidiar já não cabe no ambiente atual nem no futuro.

Será um período para você e os  seus liderados se aproximarem muito mais de tudo o que diz respeito aos seus clientes. Preocupe-se verdadeiramente e com ações claras para cuidar de quem mais justifica a existência de seus negócios. Chega de faz de conta!

Falar em foco sem estratégia clara e que não traz uma profunda análise do que se quer e por que se quer será trabalho e tempo perdido; delegar determinada área, unidade ou negócio à liderança de baixa referência e/ou sem capacidade de inspirar, ouvir, reconhecer, realizar será trágico; e imaginar estes dois pontos citados sem a devida força, prepare-se para uma execução de resultados e riscos sem precedentes.

Depois de dois anos muito distantes do que foi um longo período de excelentes resultados e oportunidades, se apresenta um biênio que sugere um novo olhar. Embora a economia se movimentando pouco, muitas foram as transformações do ponto de vista de consumo, dos critérios de definir gastos e da concorrência. Esse  contexto exigirá esse novo, mais exigente e mais completo plano que defendemos, sempre levando em consideração as condições de onde e como opera hoje.

Coragem e otimismo para um novo ciclo. Forte abraço!alcione


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