O consumo e a ética

O consumo e a ética

ROGÉRIO GATTI Editor

Amigo leitor,

Você já deve ter reparado que os hábitos de consumo estão mudando rapidamente. A preferência dos consumidores, em especial os de gerações mais novas, por produtos saudáveis cresce a cada ano. Um reflexo disso é a quantidade de itens que a indústria de alimentos e bebidas lança continuamente e que ocupa cada vez mais espaço nas gôndolas dos supermercados.

Sucos naturais ou integrais, por exemplo, tiveram um crescimento de 345% em faturamento nos últimos cinco anos. E a projeção para os próximos quatro anos é de que cresçam mais 85%. Ou seja, uma tendência de consumo de alguns anos atrás que se tornou realidade.

O consumidor também está cada vez mais preocupado com a origem dos alimentos e bebidas que coloca em sua mesa. Os orgânicos, exemplo claro desse movimento, já se tornaram itens praticamente obrigatórios em todos os autosserviços alimentares.

O consumo ético, hoje, é outra tendência que ainda deve se confirmar nos próximos anos. As pessoas estão optando cada vez mais por consumir de indústrias que atuem de forma ética e transparente em sua cadeia produtiva.

É comum ver protestos e boicotes a produtos de empresas que fazem testes em animais ou a preferência por FLV de produtores locais que não usam agrotóxicos.

Se o consumidor está dando cada vez mais importância para esses valores, cabe ao varejista entender quanto isso pode representar para seu público específico e estar atento ao sortimento que coloca em suas gôndolas.

Com uma análise dessa relação, podem-se fazer ajustes no mix de determinadas seções, prevendo a inclusão de novos itens e a retirada de outros que representem um significativo aumento de faturamento.

Bons negócios e ótima leitura.


menu
menu