O Brasil não está à venda, mas é hora de comprar

O Brasil não está à venda, mas é hora de comprar

Um jargão muito conhecido para os iniciantes do mercado financeiro, em específico para o mercado de ações, é o de que se deve “comprar na baixa e vender na alta”. No primeiro momento, parece ser algo simples e muito fácil, mas a simplicidade da frase esconde a complexidade em identificar quando é que uma ação está na baixa e quando está na alta. Para os mais entendidos no assunto, a frase muitas vezes é ajustada para: “comprar uma ação quando está subindo ou tem boas perspectivas de alta, e vender quando está caindo ou com perspectivas de queda”. Isso porque não é tarefa fácil saber quando uma ação está em seu preço mais baixo ou em seu preço mais alto. Um dos maiores investidores do mundo, Warren Buffet, afirma que o ideal é “comprar ao som dos canhões, vender ao som dos violinos”.

Diante disso, o momento atual no Brasil, de uma quantidade enorme de canhões ativos, sugere que seja oportuno o investimento. Isso porque o quadro recessivo atual não deve permanecer por muito mais tempo no Brasil, já que há sinais de recuperação em algumas atividades econômicas, ainda que tímidos, que permitem vislumbrar um horizonte mais otimista para o PIB brasileiro nos próximos anos.

Aliado a isso, tradicionalmente, após crises eco- nômicas ocorridas no Brasil, surge um ciclo de crescimento econômico, mesmo que por algum período, ainda que o período seja curto. A duração desse ciclo vem da capacidade ou incapacidade da condução do governo federal, em um planejamento de médio e longo prazo, articulado com as autoridades econômicas.   Portanto, se o governo federal consegue articular, junto ao legislativo e à equipe econômica, um objetivo estruturado de médio e longo prazo, o Brasil tem boas perspectivas de crescimento econômico nos próximos cinco anos, e isso passa pelas eleições presidenciais em 2018.

Ao que tudo indica, os investidores estrangeiros estão mais otimistas que os investidores locais. Isso tem uma re- lação imediata com o fato de o brasileiro estar diretamente envolvido no seu cotidiano com os desdobramentos da
crise política e econômica que o Brasil tem passado. Assim, enquanto os investidores brasileiros estão pessimistas, os investidores estrangeiros estão otimistas e com disposição para comprar o Brasil. Indo aos fatos, é importante ressaltar que investidores europeus têm investido no mercado acionário, através de ações de empresas, que sinalizam queda desde 2015 – ano que marca período de recessão significativo na economia brasileira. Os investidores americanos também demonstram apetite, já que, devido à redução das taxas de juros no Brasil, tendem a investir cada vez mais no mercado de ações.

O Brasil, que no fim de 2015 e início de 2016 sinalizava estar em “liquidação”, diante de diversos ativos com preços baixos e com perspectivas de  elevação, parece não estar mais como antes.  Porém, ainda assim, é uma boa oportunidade, nesse momento, comprar o Brasil, dadas as  oportunidades que o mercado possui e a oportunidade de as empresas brasileiras explorarem o mercado consumidor internacional. Entretanto, para isso, sabemos que tem uma agenda interna, uma espécie de lição de casa, a ser cumprida, que passa por medidas que elevem a produtividade das empresas e as tornem mais competitivas.


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