Número de inadimplentes cresce 2,78% em maio - SuperVarejo
Número de inadimplentes cresce 2,78% em maio

Número de inadimplentes cresce 2,78% em maio

A quantidade de inadimplentes cresceu 2,78% em maio deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A taxa é menor frente aos meses de março e abril de 2018, quando houve uma alta de 3,13% e 3,54%, respectivamente. Em números absolutos, estima-se que aproximadamente 63,29 milhões de brasileiros estejam com o CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito.

Este crescimento da inadimplência foi puxado, principalmente, pela região Sudeste, cuja alta observada em maio foi de 8,07%. Nas demais regiões, as elevações foram mais modestas como 2,95% no Nordeste; 2,27% no Centro-Oeste; 1,55% no Norte e 1,08% no Sul.

Além de ter apresentado o maior crescimento da inadimplência no mês, o Sudeste é, em termos absolutos, a região com maior número de negativados: 26,94 milhões de pessoas estão nessas condições por não terem quitado suas contas, o que representa 41% da população adulta residente na área. Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 17,45 milhões de negativados (43% da população adulta); o Sul, com 8,15 milhões de inadimplentes (36% da população adulta); o Norte, com 5,80 milhões de devedores (48%) e o Centro-Oeste, com um total de 4,94 milhões de inadimplentes (42% da população).

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, a inadimplência recuou 0,20% em maio ante o mesmo mês do ano anterior. Na comparação mensal, isto é, entre abril e maio, o crescimento foi de 0,90%.

Os dados abertos por setor credor mostram que o crescimento mais expressivo foi das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,42%. Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). Já as compras realizadas no crediário no comércio e as contas de serviços básicos, como água e luz, apresentaram queda na quantidade de atrasos, com recuos de 9,49% e 4,79%, respectivamente.


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