Novos investimentos têm queda na tomada de crédito

Novos investimentos têm queda na tomada de crédito

A previsão de tomada de crédito do empresariado brasileiro para novos investimentos caiu em 11 pontos percentuais, ante 2016, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC, realizada no último trimestre.

No 1º trimestre deste ano, 48% dos executivos entrevistados estavam confiantes que demandariam crédito para investir em seus negócios. Porém, no 3º trimestre, 37% eles apontam que irão demandar mais crédito até o final do ano, a fim de realizar novos investimentos. Já o percentual de empresários que tomarão crédito para o pagamento de empréstimos e credores passou de 18% para 29%.

Por setor, o comércio foi o que registrou a maior alta no quesito demanda por crédito para pagamentos de dívidas. O avanço foi de 9% no 1º trimestre de 2017 para 29% no último trimestre. Na indústria, 48% dos entrevistados tinham a pretensão de tomar crédito para investir. Porém, no último estudo os números sofreram queda e totalizaram 33%. Em contrapartida, a intenção em demandar crédito para elevar a o capital de giro cresceu em 12 pontos percentuais. Q

uando observadas por porte, 67% das microempresas pretendiam demandar crédito para realizar novos investimentos. Já no 3º trimestre esta intenção caiu para 31%.

Ainda de acordo com a pesquisa, a expectativa de alta no faturamento das empresas neste ano caiu em 15 pontos percentuais. No 1º trimestre, 54% dos respondentes acreditavam que o faturamento, ao final de 2017, fosse superar o do último ano. Já no novo estudo, 39% estão confiantes neste crescimento.

Não só no montante, mas também por porte, os empresários se demonstraram menos otimistas no quesito faturamento. No 1º trimestre de 2017, 48% das microempresas tinham perspectivas de crescer neste ano, na comparação com 2016. Já no 3º trimestre o percentual caiu para 35%. As médias previam crescimento em 60%. Já no 3º trimestre, este percentual caiu para 40%, o que representa uma queda de 20 pontos percentuais.

Quando analisado por setor, o levantamento constatou uma queda mais significativa na indústria. No 1º trimestre, 60% dos empresários estavam otimistas quanto ao crescimento dos seus negócios. Já no último trimestre, o percentual caiu para 40%. No setor de serviços, a expectativa de alta no faturamento ao final de 2017 registrou queda de 10 pontos percentuais na comparação com o 1º trimestre, como ocorreu no comércio.

A pesquisa também observou um crescimento de 13 pontos percentuais na expectativa de que a inadimplência será mais elevada ao final deste ano, quando comparado entre o 1º e o 3º trimestre. Na divisão por porte, 43% das médias e 31% das grandes empresas acreditam que a inadimplência deverá apresentar crescimento até o final de 2017. No 1º trimestre, os percentuais foram de 18% e 21%, respectivamente. No setor de serviços, a expectativa de que a inadimplência será maior este ano subiu de 25% para 34%. No comércio o percentual saltou de 13% para 26%; e na indústria de 17% para 28%.

A pesquisa também avaliou a percepção sobre o nível de endividamento. No início do ano, 18% dos empresários esperavam ter um endividamento superior a 2016. No 3º trimestre esta percepção passou para 27%. Quando feita a análise por setor da economia, as empresas do segmento de serviços estão entre as que apontam maior percentual de elevação. No 1º trimestre, eram 20%. Já no último trimestre são 33%.


menu
menu