Milton Dallari: Economia só engrena em 2020 – exclusivo

Milton Dallari: Economia só engrena em 2020 – exclusivo

José Milton Dallari Soares é graduado em Engenharia Elétrica e Direito, pelo Mackenzie e pela FMU. Fez pós-graduação em Administração de Empresas, Economia e Direito Empresarial na FEA/USP, na FGV e na PUC, respectivamente. Entre idas e vindas às universidades, passaram-se 40 anos. A convite do então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, Dallari atuou como assessor especial na elaboração do Plano Real na década de 1990. À frente da Secretaria de Acompanhamento Econômico, realizou 5 mil reuniões com o setor privado sobre a definição de preços e a nova URV (unidade real de valor), que serviu de base para o lançamento do Plano que extinguiu a hiperinflação.

À época, era chamado de “Xerife dos Preços”, por ter negociado a conversão para a nova moeda. No Apagão de 2001, foi consultor na crise energética. Trabalhou de perto com a micro e pequena empresa na direção do Sebrae-SP. Mantém dois negócios: a Decisão

Consultoria e a produção de café gourmet, na Fazenda Boa Esperança, em Serra Negra (SP), sua terra natal. Aos 73 anos, o especialista em preços presta assessoria ao varejo e ao departamento de economia da APAS.

Em entrevista exclusiva à SuperVarejo, Dallari fala de economia, urgência na aprovação das reformas e novas tecnologias que fecham postos no mercado de trabalho.

E diante deste cenário, reinventar-se significa estudar, aprimorar-se em qualquer carreira, principalmente no varejo supermercadista.

por Renata Perobelli
fotos Moacyr Neto

O que esperar do Brasil neste segundo semestre depois do festival de delações e crises em todos os setores?
Eu acho que, a hora que passar essa confusão, volta um crescimento moderado. Não tenho mais dúvidas. Em 2019, 2020 nós estaremos em outra situação, com certeza.

Então, não é nem mais em 2018?
O ano de 2018 é um pouco mais complexo, porque o déficit público ainda é grande, não dá para diminuir tão rápido. A gente vai ter um caminho a percorrer, uma relativa dificuldade. Com o aumento do déficit, macroeconomicamente você não vai conseguir as melhores condições para registrar um crescimento firme em 2018. Então, teremos um avanço modestíssimo em 2018, melhor em 2019 para alavancar 2020.DSC_3354

Nos dois últimos meses, o Brasil viveu o escândalo da JBS, do presidente Temer, da votação da chapa Dilma-Temer. Qual o significado de tudo isso?
É uma crise que acaba provocando um freio na economia e nas reformas que vinham evoluindo lentamente, mas evoluindo. A economia só deve destravar depois que a turbulência política passar. A manutenção da equipe econômica com o ministro Meirelles é interessante, porque ela já vinha num crescente, muito importante para o Brasil. Eu sinto que temos plenas condições, hoje, de recuperar a economia brasileira. Basta que a gente evolua nas reformas trabalhista e previdenciária, além de uma urgente reforma política.

Mas com todo esse caos, tem clima para reforma política? Eles não conseguem nem fazer a lição de casa.
É importante para o Brasil continuar nesse traçado democrático, não vale a pena sair dele. A Constituição é a regra, nós devemos segui-la e se tiver que mudar, mudamos via Congresso Nacional com emendas constitucionais. Na minha opinião, o que não se deve é criar casuísmos, agora, de eleições diretas.

Então, no seu ponto de vista, a reforma política é essencial?
É a mãe de todas as reformas. Pode ser que gire ainda neste ano, para as eleições do ano que vem. Então,   deveriam fazer um esforço muito grande para que, antes do mês de outubro, tenhamos a reforma política já definida. Vejo dificuldade? Vejo. Mas se não conseguirmos para as próximas eleições, pelo menos para a seguinte, de prefeito, em 2020.

 

E a reforma previdenciária?
Ela é essencial, fundamental, uma questão de matemática atuarial. Não faz mais sentido a mulher viver 80 anos e o homem 72, e nós estarmos com a tabela demográfica de 2000. Em 2017, as coisas mudaram, a medicina evoluiu, as pessoas vivem cada vez mais, e nós temos que fazer atualização do cálculo atuarial. Senão, não   teremos, efetivamente, caixa para quitar as aposentadorias na próxima década. As novas gerações vão ter muita dificuldade, se não corrigimos agora a Previdência.

O governo vai ter que ceder muito para aprovar a reforma da previdência e implantá-la definitivamente ainda em 2017?

Considero que o governo não deva ceder mais nada, e sim corrigir o que está na mesa. Fundamentalmente, a questão da idade e o tempo de contribuição; depois, os acessórios são plenamente adaptáveis. A previdência dos parlamentares deve se igualar à do setor privado. Chega de aposentadoria vitalícia aos oito anos, como é hoje. O político deve cumprir 30 anos como qualquer um da iniciativa privada e do serviço público.

Sem a reforma da previdência, o Brasil quebra?
O Brasil tem problemas seríssimos; sem a reforma vão aumentar muito mais. Se você raciocinar que a Previdência hoje, em nível europeu, que já é uma região envelhecida, consome de 8,5% a 9% do PIB, a nossa consome 12% do PIB brasileiro e caminha para a casa dos 14%, 15%. A conta não fecha sem a reforma da previdência.

Podemos esperar cinco ou dez anos?
Se a decisão for tomada até o final do ano, teríamos correções com efetividade, com resultados em 20 ou 25 anos. Por isso, o perigo de deixar para depois.

Como agir diante desses escândalos de corrupção e propinas milionárias?
Localizou? Apure. Recupere e devolva o dinheiro aos cofres públicos. A minha surpresa foi pelo fato de ter trabalhado muitos anos no serviço público e no setor privado. Jamais imaginei que chegaríamos um dia a esses níveis de corrupção. Nunca vi uma roubalheira dessas na minha vida, em nenhum segmento. Em todos os países existem problemas. É bobagem falar que tem apenas no Brasil. Só que a punição pode ser maior em  outras nações.

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Como o senhor, um dos idealizadores do Plano Real e “Xerife dos Preços”, vê a inflação atual   menor que as projeções dos economistas e até do próprio governo?
Felizmente, o governo resolveu adotar como uma das premissas a redução do processo inflacionário. Por quê? Porque é o maior tributo em cima do pessoal de baixa renda. Ele paga igualmente um tributo como paga o presidente de um banco. É irracional mantermos esse sistema tributário como está, que gera um aumento substancial nos preços.

E as distorções são muitas nessa questão tributária, não é?
Com certeza, não tem cabimento você pagar um tributo tão alto que incida diretamente nos preços de alimentos, higiene e beleza e remédios. Aliás, há uma distorção total na área de remédios que não conseguimos corrigir. O imposto do remédio da população é mais caro que o tributo cobrado dos medicamentos de animais, como cães e gatos. É insensato ter remédios para animais pagando imposto muito menor do que o remédio do cidadão. São distorções que ainda existem no nosso sistema tributário. E como incide na renda dos mais pobres, igualzinho ao dos mais ricos, não justifica. A inflação baixa é uma questão de justiça social e necessita ser perseguida por qualquer governo. O ideal para o Brasil é viver com uma inflação de 3% a 4% ao ano, por um período mínimo de 10 a 15 anos.

Mas e quanto ao fato de a inflação deste ano estar abaixo das projeções feitas anteriormente?
É ótimo e ela está em queda, porque tivemos uma supersafra de diversos produtos. O resultado disso é a redução no preço de alguns alimentos, o que acaba puxando, simultaneamente, outros produtos. A gente teve a oportunidade de mexer muito com a inflação, dá para perceber que as cadeias produtivas na linha de alimentos são longas, e à medida que tenha uma produção maior e um preço menor, certamente acontece a desaceleração em todos os outros segmentos da economia.

A inflação está menor também devido à queda na renda do consumidor?
Com certeza, a renda fica comprometida mesmo com a inflação contida deste ano. Há, ainda, a quebra dos governos estaduais e municipais, que são obrigados a aumentar os impostos, fazendo o setor privado ajudar o setor público.

Como deve se comportar a inflação nos próximos 12 meses?
Espero uma estabilidade entre 3,5% e 4,5%. Sinto que a inflação tem condições de manter esse nível nos próximos anos, fato bem interessante para o Brasil.

Tem cabimento a taxa Selic e os juros permanecerem em alta?
Não. Os juros teriam que necessariamente cair. É surreal você ter inflação de 3% a 4% e os juros ainda em torno de 10%. Considero que a médio prazo a taxa de juros no Brasil deveria estar alinhada com a inflação e não muito superior.

E o câmbio, o senhor previa até um pouco mais alto?
Dificilmente dá para prever o câmbio. Acho que é chute de qualquer um estabelecer nível de câmbio X, Y ou Z. O nível de câmbio médio, hoje, varia de R$ 2,90 a R$ 3,30, nessa faixa. Cada vez mais, o Brasil deve buscar um câmbio de equilíbrio entre exportações e importações e os serviços externos e internos. Então, se nós   conseguirmos deixar a inflação no nível de 3% a 4%, manter um câmbio de equilíbrio com as transações comerciais e de serviços e uma taxa de juros ao redor de 5% a 6%, o Brasil começa a entrar numa fase de crescimento muito boa no futuro.DSC_3310

Sabemos em quanto tempo isso pode acontecer?
Estávamos no caminho, com a redução acentuada do déficit público, resultado prático da reforma da previdência. Creio que dentro de dois a três anos já estaríamos chegando a esses níveis, com certeza. Reduzimos a taxa de obtenção. Com essa confusão toda, perdemos um ano, aí o estrago já foi feito. Daqui para frente é correr atrás de reverter o prejuízo.

Em relação ao mercado de trabalho, hoje há uma massa de 14 milhões de desempregados, mais de 25 milhões de pessoas subempregadas, com serviço part-time e o popular bico. Qual o futuro para essa mão de obra em plena atividade sem emprego?
O que nós estamos enxergando hoje com as novas tecnologias é para lá de preocupante. No último seminário de Davos, na Suíça, apareceu uma discussão muito séria sobre as novas tecnologias. Abordaram a tecnologia normal, da inteligência virtual. Mostraram o nanossatélite e já começam a surgir os robôs humanoides por aí afora. Essas tecnologias estão vindo para ficar e, à medida que acontece, os especialistas da OIT – Organização Internacional do Trabalho – creem que, até 2025, 45% dos empregos normais de hoje vão sumir. Os estudos sinalizam essa direção. Eu, particularmente, creio que, em um país como o nosso, ganharemos um fôlego de, no mínimo, cinco anos acima dessa projeção. Mas navegamos num barco mundial e as novas tecnologias vêm e permanecem. Assim, as próximas gerações terão que buscar outros tipos de profissões, trabalho, serviço para que possam fazer face às suas demandas futuras.

Não é de hoje que o senhor prioriza a formação de tecnólogo…
Continuo falando que falta mão de obra média com tecnólogo cada vez mais especializado. Vamos pegar um exemplo da agricultura brasileira. Você pega hoje no Cerrado, no Centro-Oeste brasileiro, máquinas espetaculares, operadas por profissionais que têm que conhecer as operações de computador. Tudo porque as máquinas operam via satélite, o adubo é adicionado mediante tecnologia de ponta. Então, é preciso possuir um mínimo de formação; não um agrônomo, e sim um tecnólogo na área da agricultura especializado em máquinas e equipamentos, para poder operar esses equipamentos. Às vezes, você põe uma máquina dessas, que vale R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão, nas mãos de pessoas que não sabem operar um trator comum, estão acostumadas a guiar um carro e não uma máquina dessas. É um bem de produção fundamental na área da agricultura.

Assim como foi na Revolução Industrial, hoje a robotização fecha vagas no mercado de trabalho?
O que temos visto por aí, brutalmente, nos segmentos industriais, de qualquer porte, é uma robotização. E à medida que entra a robotização, perde-se uma série de empregos. Então, precisamos pegar esse contingente que vai sendo liberado, aqueles que têm um pouco mais de educação, pouco mais de vontade e direcioná-los às novas profissões, aos novos desafios. Eu tive oportunidade de ver no interior do Rio Grande do Sul uma empresa maravilhosa com uma cabine de pintura de 150 metros de comprimento, pintando grandes peças de máquinas motoniveladora, máquinas pesadas, com cinco operadores. Só na área de computação, a peça entrava, passava em toda a cabine de pintura, saía na ponta seca, pintada, bonitinha, pronta para ir para montagem. Essas coisas vão acontecendo e tudo isso provocará uma erosão nas contas públicas, porque não paga INSS, não paga imposto, não paga nada. Claro, o segmento privado continuará pensando dessa maneira.DSC_3318

Como os governos vão se sustentar com máquinas no lugar de homens?
Terão que encolher e, à medida que cai a arrecadação, precisam buscar nova forma de levantar fundos. Na Europa e nos Estados Unidos, já é comum uma discussão muito séria onde se pratica a tributação de robôs. No futuro, essa será uma forma de aumentar arrecadação dos Estados e o Brasil não vai ficar imune a esse tipo de tendência.

A cobrança já está em vigor?
Claro, ela se dá em uma série de países como Japão, Alemanha, França e Itália. E vão aparecer novas formas de arrecadação de tributos, porque você está tirando o cara do emprego formal. Como o Estado irá viver se robotizar a economia como um todo? Nessa exposição de Davos, na Suíça, nos foi apresentado um humanoide de nome Sophia, que interagia com todos os segmentos, falando aquilo que demandava a ela em mais de 20 línguas. Para mim, essas coisas são irreversíveis e irão se aprofundar mais e mais. E nós temos que ter gente educacionalmente preparada para atender essas demandas futuras das novas tecnologias que aí virão.

Aqui no Brasil há clima? Há fomento com toda esta crise no ensino, do fundamental ao superior?
Tenho dado aulas em algumas faculdades, vejo novos alunos que estão até muito mais preparados do que os professores, porque eles pesquisam o tempo inteiro. Já o professor, com essa carência salarial, não consegue se aprimorar, mas eu acho que o Estado brasileiro vai cada vez mais demandar esse tipo de coisa e melhorar, sem dúvida alguma, o salário dos professores.

Só que aí a conta não fecha. Como encontrar uma forma de equacionar essa despesa fundamental?
Começar tributando as novas tecnologias. O Estado vai ter que encolher, ficar com aquilo que é essencial à demanda da população brasileira. Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura, o resto poderia ser privatizado sem nenhum problema, nenhum constrangimento. E a população ia se dar melhor, com tarifas menores, nos   vários segmentos da economia. Prevejo para um futuro próximo a “uberização” da economia como um todo, onde vários segmentos passarão a ter um “Uber” nos vários campos e profissões. Precisamos dotar a população de tecnologia média; não basta o sistema educacional valorizar apenas a educação superior. O país precisa de um ensino médio robusto.

De um lado a nanotecnologia e, na outra ponta, o profissional que, aos 45 anos, perdeu o emprego. Qual o futuro desse brasileiro que vê sua jornada chegar aos 65 anos por conta da aposentadoria?
Ele vai ter que se dedicar a outras coisas, você pode ir pensando na economia solidária para quem se aposentou. Do contrário, tem que continuar trabalhando. Infelizmente, até os 75 anos de idade, muita gente com saúde estará na ativa. No Sebrae, implantamos recentemente um sistema muito interessante de recrutamento de gerentes aposentados de banco, para integrarem um programa que orienta o pequeno e o médio empresário no momento de obter financiamentos, administrar as próprias contas e até gerenciar o fluxo de caixa.

Como se reinventar?
Estudando. Eu não fui estudar Direito aos 50 anos de idade para aprimorar o meu trabalho aqui na minha   consultoria? Percebi que havia uma procura cada vez maior do campo empresarial, que me exigia conhecimentos da área tributária, de sucessão familiar e de recuperação judicial. Tive que me preparar para poder auxiliá-los. Uma empresa que está com problemas financeiros enfrentará uma recuperação judicial e não mais a antiga concordata. Precisei entender esse sistema para orientar os clientes.

A empresa familiar amadureceu em meio à concorrência acirrada?
Muitas amadureceram e têm que pensar daqui para frente na governança corporativa, na busca de bons resultados para sucessões familiares com meritocracia ou a chegada de profissionais. Vale para a pequena empresa, para a média muito mais e a grande que não tiver, vai sair do mercado.

No segmento dos supermercados, como pode ser implementada a governança corporativa?
As cadeias médias de supermercados precisam adotar a governança corporativa, porque a maioria delas é formada por empresas familiares, marcada por todos os conflitos característicos desse grupo. Isso existe em qualquer família do mundo, as brasileiras não são diferentes, principalmente quando começam a entrar os agregados, com valores e formas distintas de pensar. No caso, seriam criados um conselho de administração e um conselho familiar diferente do anterior. Após a solução dos conflitos familiares, um integrante desse   conselho faria parte do administrativo.

Um parente que não é do ramo consegue tocar uma loja?
Acho bem difícil. O que não pode é um filho despreparado assumir funções estratégicas na empresa. Se você possui um supermercado e uma filha que gosta de teatro, deixe-a nos tablados. O mesmo acontece com o filho que quer jogar futebol. A vontade deles deve ser sempre respeitada. Não adianta mantê-los em uma loja porque não vai dar certo. Ou seja, nós recomendamos que, desde a origem, o empresário prepare sua família com uma educação adequada. Aqueles que demonstrarem maior interesse pelo negócio poderão até ser instruídos para assumir as funções do pai, da mãe ou dos tios, por exemplo. O fato é que a educação é primordial nesse processo, sem dúvida alguma. Algumas entidades, como APAS, Abras e outras associações, oferecem cursos, feiras e viagens que têm o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos comerciantes.

DSC_3233Há espaço para novas fusões no segmento supermercadista nos próximos dois anos?
Sempre há, não só nos próximos dois anos; as fusões e incorporações são permanentes. As empresas se sucedem, ampliam, enfrentam dificuldade na gestão e acabam optando por uma combinação familiar ou por uma acomodação profissional. Muitas vezes são vendidas, passam por processos de fusão ou incorporação.

Qual a expectativa para o varejo?
Eu acho que os supermercados têm que se readequar aos novos tempos. Pensar seriamente nas novas tecnologias que estão chegando, como as etiquetas eletrônicas ou os self-checkouts. Donos, gerentes e funcionários precisam melhorar o sistema de gestão, participar de feiras, cursos, seminários. No supermercado, para se ter uma ideia, o preparo de um repositor de gôndola, que, teoricamente, seria uma coisa simples, leva de dois a três anos.

Um tempo tão longo, por quê?
Porque quando se descobre buraco nas gôndolas de uma loja, há rupturas. E se você pensar que a margem líquida de um supermercado hoje varia de 2,8% a 3,2%, uma ruptura não corrigida gera uma perda de 1%. Então, sem o problema, a margem certamente será maior.

Proporcionar uma experiência ao consumidor nos supermercados já foi mais fácil? Por quê?
A concorrência cresceu em todos os sentidos. Tem cliente que não gosta de ir às compras, resolve tudo pelo computador. A competição entre as redes, com seus vários chamarizes, dificulta um bom tíquete médio, assim como a falta de tempo do cliente, a facilidade de pesquisar preços no celular e nas lojas de vizinhança. Mas os empresários dispõem de algumas ferramentas de Geomarketing e de Neuromarketing que podem ajudá-los a conquistar mais consumidores, oferecendo uma experiência interessante e assim aumentar os lucros.

Diante desse cenário, quais seriam suas dicas para o supermercadista?
Se tiver condições financeiras, aproveite o momento para investir. Na crise, prepare-se para os novos tempos.


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