Micro e pequenos empresários pretendem investir no próprio negócio

Micro e pequenos empresários pretendem investir no próprio negócio

O Indicador de Demanda por Investimento aumentou 6,4 pontos em um ano, passando de 34,3 pontos em fevereiro de 2017 para 40,7 pontos em fevereiro deste ano, segundo dados divulgados pelo Serviço de Proteção de Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CDNL).

Mesmo com o crescimento, o resultado ainda está longe de ser o ideal, já que quanto mais próximo de 100, maior o apetite para promover investimento nos próximos 90 dias e quanto mais distante, menor.

Se tratando de termos percentuais, um terço (33%) dos micro e pequenos empresários do comércio e serviços demonstraram intenção de promover investimentos em suas empresas dentro dos próximos três meses.

Em contrapartida, os empresários que não pretendem investir chegaram a 48% em fevereiro deste ano, entre estes, a maioria, 38% afirmou não haver necessidade, enquanto 32% comentou o fato de o país ainda estar em crise e apenas 18% não pretende investir por falta de recursos e/ou crédito.

Porém, entre os que estão adeptos ao investimento, mais da metade (53%) enxerga o aumento das vendas, seguido por atender a demanda que aumentou (21%) e para adaptar a empresa a uma nova tecnologia, 20%.

Se tratando de investimento em geral, compra de equipamentos, reforma da empresa, ampliação de estoque e investimentos em comunicação e propaganda lideram o ranking de investimento, entre os micro e pequenos empresários, com 26%, 24% e 20% e 13%, respectivamente.

Sendo assim, a principal fonte de recursos para o investimento é o capital próprio, seja por meio de recursos guardados em forma de aplicação (48%) ou venda de algum bem (15%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a opção pelo capital próprio deve-se ao fato de os juros bancários serem muito altos e do conhecimento escasso acerca das modalidades de crédito disponíveis. “Apesar da Selic estar em um piso histórico, os juros continuam altos para consumidores e empresários e estes ainda não se sentem confortáveis para recorrer ao mercado de crédito para a realização de investimentos, preferindo apelar a recursos que eles próprios já possuem”, explicou a economista.


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