Makro diminui 30% dos gastos de energia ao migrar para mercado livre

Makro diminui 30% dos gastos de energia ao migrar para mercado livre

A migração da rede atacadista Makro para o mercado livre de energia fez bem à economia da empresa, já que a mesma registrou uma redução de 30% nos valores gastos em energia. Em um ano desafiador como foi o anterior, esse foi o principal projeto de contenção de custos da empresa.

Conduzido com o apoio da Thymos Energia, o processo envolveu as 74 lojas Makro espalhadas por 24 dos 26 estados brasileiros, e superou de maneira considerável a meta de 20% de economia. A consultoria também ficou responsável pela gestão dos contratos de energia, dando apoio à empresa na tomada de decisões estratégicas, por exemplo, como indicar o momento mais oportuno para comprar energia buscando as melhores condições do mercado.

“Além de permitir uma redução importante dos custos, a migração para o mercado livre está alinhada com a sustentabilidade, um dos pilares de atuação do Grupo SHV”, afirma o diretor de suprimentos para a América Latina do Makro, Dario Arroyo, frisando que, com a mudança, a empresa passou a comprar exclusivamente energia gerada em fontes limpas.

No mercado livre de energia elétrica, as empresas contratam a eletricidade diretamente dos geradores, sem precisar do intermédio das concessionárias de distribuição. A redução dos custos se dá principalmente pela possibilidade de negociação com o fornecedor e adequação ao perfil de consumo.

Quando a energia contratada é procedente de fontes renováveis incentivadas – biomassa, eólica ou pequenas centrais hidrelétricas –, há também descontos nas tarifas de transmissão e distribuição. Esse é o caso do Makro, que está pagando pela energia elétrica um preço menor do que a tarifa regulada e, consequentemente, faz bom proveito dos descontos de transmissão que antes não tinha com o mercado cativo. O desconto está refletindo economicamente até mesmo em estados cuja tarifa de energia elétrica do mercado cativo já é relativamente baixa.

Iniciado no final de 2015, o projeto teve como principal desafio a grande quantidade de distribuidoras envolvidas – 32 concessionárias. “É que os procedimentos para a migração ao mercado livre não são padronizados. Ou seja, cada distribuidora pode determinar de que maneira e em qual ordem devem ser feitos”, destaca o presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello.

Os trâmites para a migração ao mercado livre incluem o registro na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a adequação do sistema de medição de consumo e a contratação da energia propriamente dita, entre outros.

Outro desafio importante foi o fato de que algumas distribuidoras da Região Norte ainda não tinham experiência com a sistemática. Isso porque os estados dessa região estão sendo ligados gradativamente ao Sistema Interligado Nacional, que reúne a maior parte da geração e transmissão de energia do país e é onde se dão as operações do mercado livre. No caso do Amazonas, as duas unidades do Makro foram as primeiras da faixa de tensão 13,8 kW a migrar para o mercado livre.


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