Mais da metade dos brasileiros devem comprar no Dia dos Namorados - SuperVarejo
Mais da metade dos brasileiros devem comprar no Dia dos Namorados

Mais da metade dos brasileiros devem comprar no Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados deve levar 62% dos brasileiros às compras, de acordo com a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em todas as capitais, a estimativa é de que aproximadamente 93,5 milhões de brasileiros presenteiem alguém neste 12 de junho, o que deve injetar aproximadamente 15,6 bilhões de reais na economia.

Dados da sondagem ajudam a derrubar o estigma de que casais deixam de se presentear após o casamento. Quando a pesquisa investiga quem será a pessoa presenteada, o esposo ou a esposa aparecem em primeiro lugar, com mais da metade das respostas (64%) ― sendo a intenção de presentear maior entre os homens (69%). Em segundo lugar no ranking dos mais presenteados, aparecem os namorados (30%) e, na sequência, os noivos (5%).

Consumidores vão gastar quase R$ 167 por presente; maior parte pretende ter gastos similares ao do ano passado

De modo geral, a pesquisa mostrou que a maior parte (36%) dos entrevistados deve gastar a mesma quantia que no ano passado, enquanto 21% projetam desembolsar mais e 17% pretendem diminuir o valor gasto. Em média, o consumidor brasileiro deve desembolsar R$ 166,87 com os presentes do Dia dos Namorados, sendo que esse valor aumenta para R$ 225,18 entre as pessoas das classes A e B. Porém, 25% ainda não decidiram o valor que será gasto.

Entre os compradores que planejam gastar menos do que em 2017, o que mais tem pesado é o fato de estarem em uma situação financeira difícil ou com o orçamento apertado, com 31% de citações. A necessidade de economizar também é motivo citado por 26% desses entrevistados. Já entre os que planejam gastar mais neste ano, 40% alegaram que vão adquirir um presente melhor. De modo geral, a maioria dos consumidores (71%) deve comprar apenas um único presente, mas 23% planejam adquirir dois ou mais itens para agradar o parceiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados (58%) tem a percepção de que os produtos estão mais caros do que no ano passado. Outros 38% acredita que os presentes se mantiveram na mesma faixa de preço e somente 4% acha que os produtos estão mais baratos do que em 2017. Como tentativa de economizar, 74% dos consumidores pretendem fazer pesquisa de preço. Entre os que devem ir em busca de ofertas mais atrativas, 76% pretende usar a internet como principal aliada, 62% fará pesquisa de preço em lojas de shopping e 36% em lojas de rua.

De acordo com os entrevistados, a principal forma de pagamento será o pagamento à vista com 58% de citações, com destaque para o dinheiro em espécie (39%) e cartão de débito (18%). Outros 37% deve utilizar o cartão de crédito e apenas 2% boleto bancário. Entre os que vão dividir as compras, o número médio de prestações varia entre três e quatro.

“Em um momento em que a inadimplência e o desemprego estão elevados, comprar o presente à vista pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento. Para quem vai recorrer ao crédito, o ideal é fugir dos parcelamentos para evitar comprometer a renda com prestações muito alongadas e se programar para o pagamento integral da fatura”, orientou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Roupas lideram o ranking dos itens mais procurados para presentear; 36% vão realizar compras em shopping center e 18% na internet

Neste ano, os presentes mais procurados por quem vai presentear devem ser as roupas (41%), perfumes ou cosméticos (34%), calçados (22%) e jantares (18%). Completam o ranking os bombons e chocolates (17%) e acessórios, como bijuterias, cintos, óculos e relógios (17%). Outras opções de presentes que os entrevistados consideram fazer na tentativa de economizar nos gastos são fazer um jantar romântico (49%), um café da manhã (32%) e passeio ao ar livre no final de semana (24%).

Quanto ao local de compra, os shopping centers despontam como o destino para a maioria dos presentes, com 36% das citações. Em segundo lugar aparecem as lojas online (18%), seguidas dos shoppings populares (9%) e das lojas de departamento (8%). Os preços (50%) e as promoções (43%) são o que mais influenciam a escolha do local.

Em cada dez entrevistados, dois (21%) disseram que são eles próprios quem escolhem o que vão ganhar, ao passo que 78% deixam essa decisão a cargo do companheiro. Para a escolha do presente, os fatores mais levados em conta são a qualidade do produto (30%) e o perfil do presenteado (21%). Os locais preferidos para comemoração serão a própria casa do entrevistado (33%), seguido dos restaurantes (30%) e dos hotéis ou motéis (11%).

29% dos que pretendem comprar presentes estão com contas em atraso. O Dia dos Namorados do ano passado deixou 9% dos entrevistados com o CPF restrito

Para agradar o parceiro ou a parceira, uma parcela considerável dos consumidores não darão a devida importância a compromissos financeiros já assumidos: três em cada dez que pretendem comprar presentes (29%) revelam que irão às compras mesmo possuindo contas em atraso atualmente, especialmente respondentes das classes C, D e E (33%). Além disso, 8% deixarão de pagar alguma conta para comprar o presente da pessoa amada. Entre os consumidores que estão com contas em atraso, 72% também estão com seus CPFs negativados em serviços de proteção ao crédito, principalmente respondentes das classes C, D e E (75%).

Os dados revelam que entre os consumidores que compraram presentes para o Dia dos Namorados do ano passado, 9% estão negativados por compras feitas na ocasião. Além disso, 28% dos compradores admitem ter o hábito de gastar mais do que podem para agradar o parceiro.

“Para os que têm contas com pagamento em atraso ou estão negativados, existem outras formas de demonstrar e retribuir afeto, que não sejam somente por meio da troca de bens materiais. Nesta hora, é preciso autocontrole e disciplina para conter os gastos e usar a criatividade para surpreender a pessoa amada”, orientou o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.


menu
menu