M. Dias Branco registra melhor receita líquida dos últimos seis anos

M. Dias Branco registra melhor receita líquida dos últimos seis anos

A M. Dias Branco, companhia de alimentos, encerrou 2018 com receita líquida de R$ 6,025 bilhões, número 11,3% melhor que o de 2017. O crescimento é o maior comparado aos últimos seis anos.

Os dados divulgados pela empresa apontam que o impulso foi dado pela aquisição da Piraquê, contemplando informações de 17 de maio a 31 de dezembro. Em números totais, o crescimento da venda de biscoitos da companhia foi de 31,9% para 35,6% e de 33,5% para 37,9% em massas, fazendo com que a M. Dias Branco permaneça como líder nacional no mercado nacional destes produtos.

Porém, quando comparada com a forte alta do trigo – principal insumo dos itens do grupo – e com despesas não recorrentes, a lucratividade da M. Dias Branco foi impactada negativamente, com a margem Ebitda passando de 17,8% em 2017 para 15,5% da receita líquida no ano passado.

O lucro líquido que era de R$ 844,3 milhões em 2017, caiu para R$ 723,5 milhões em 2018, queda de 14,3%, enquanto o lucro bruto cresceu 2% em valores nominais e reduziu a margem bruta de 3,4 pontos percentuais (p.p.), devido à redução das vendas e elevação dos custos, sobretudo do custo do trigo em grão.

De acordo com os resultados, os custos dos produtos vendidos representam 66,5% da receita líquida do período, que em 2017 foi de 62,4%. As despesas operacionais cresceram 9,4% em 2018, em comparação ao ano anterior, entretanto, tiveram uma queda de 0,4 p.p na sua representatividade sobre a receita líquida.

Em conjunto as oscilações numéricas, a companhia também diminuiu 46,1% de suas despesas operacionais, reduzindo de R$ 75,5 milhões para R$ 40,7 milhões entre 2017/2018.

No total, o resultado da receita passou de R$ 76,7 milhões em 2017 para R$ 46,3 milhões em 2018. A M. Dias Branco alega que essa variação teve influência da redução de seus rendimentos nas aplicações financeiras da companhia, levando em conta o resgate feito para a aquisição da Piraquê e da redução na taxa do CDI, além do aumento de juros nos financiamentos.


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