Índice de Intenção de Consumo das Famílias cai em abril

Índice de Intenção de Consumo das Famílias cai em abril

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte registrou, em abril, 87 pontos, o que representa uma queda em relação aos 89,4 apurados em março. É a primeira vez, após seis meses de elevação, que o indicador tem variação negativa.

No entanto, nesse mesmo período de 2017, esse número era bem inferior (79,4). A pesquisa é realizada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que também divulgou o indicador nacional com recuo. Em abril, a pesquisa apontou 86,9 pontos, ante 88 registrados em março.

De acordo com o estudo da Federação, apenas um dos sete subitens que compõem o índice da capital mineira apresentou crescimento: a percepção sobre o emprego atual assumiu os 111,3 pontos, acima dos 111,1 do levantamento anterior. Os demais influenciaram a redução do ICF, mantendo-o abaixo do nível considerado de satisfação (100 pontos).

“As projeções para o desempenho da economia ao longo do ano continuam favoráveis e a intenção de consumo deve voltar a subir. No entanto, no curto prazo, essas oscilações são esperadas, principalmente devido à recuperação mais lenta do mercado de trabalho e da renda. As famílias ficam mais cautelosas em função dessa instabilidade”, destaca a analista de pesquisa da Federação, Elisa Castro.

Entre os outros componentes do ICF, as principais quedas mensais foram no indicador de renda atual, que assumiu, em abril, 99,6 pontos contra os 104,4, de março; na perspectiva de consumo, que caiu de 102,7 para 99,1; e no momento para duráveis, que teve redução de 61,6 para 57,6. A perspectiva profissional encerrou o mês em 91,2 pontos, enquanto o acesso ao crédito e nível de consumo registraram 84,3 e 66,2 pontos, respectivamente.


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