Inadimplência de MPEs cresce em maio

Inadimplência de MPEs cresce em maio

Em maio deste ano, 5,122 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes no Brasil, de acordo com estudo realizado pela Serasa Experian. Tal número registrou um crescimento de 0,8% em relação abril do mesmo ano, quando 5,080 companhias destes portes estavam com dívidas atrasadas.

Esta é a decima quinta alta seguida, além de ser um novo recorde histórico registrado no mês de maio. Ante o mesmo mês de 2017, cujo registro foi de 4,699, o aumento chegou a 9%.

Economistas da Serasa Experian afirmaram que as sucessivas altas na inadimplência do segmento ainda demonstram os efeitos da tímida recuperação econômica no comportamento dos indicadores mensalmente, agravados em maio devido a paralisação dos caminhoneiros, que afetou todo o andamento das cadeias produtivas.

A expectativa baseada na avaliação é de que tal cenário comece a se recuperar de forma sólida, fomentado pelas taxas de juros reduzidas e pelo consequente acesso a mais e melhores condições para renegociações de dívidas e para uma retomada no usa do crédito para financiamento da expansão dos empreendimentos.

Os indicadores por setores de mercado, em maio deste ano, atingiram patamares similares aos registrados nos quatro primeiros meses do ano. Serviços (46,2%), comércio (44,7%) e indústria (8,7%) mantiveram suas participações no total de 5,122 milhões de micro e pequenos empresas com contas em aberto do país.

Com mais da metade dos MPEs nacionais com dívidas em atraso, o Sudeste aparece na primeira colocação no levantamento com 54,1%, seguido pelo Nordeste (16,2%), Sul (15,8%), Centro-Oeste (8,7%) e Norte fechando com 5,2%.

Isolado no topo do ranking estadual, São Paulo atingiu, no quinto mês deste ano, a marca de 1,686 milhão de MPEs no vermelho – crescimento de 1,1% ante abril de 2018 que fechou com 1,667% – e respondeu por 32,9% dos CNPJs de empreendimentos deste porte em situação de inadimplência no Brasil. Na segunda e terceira posições, se mantiveram Minas Gerais (10,9%) e Rio de Janeiro (8,3%).


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