Inadimplência das empresas cresce 6,2% em janeiro - SuperVarejo
Inadimplência das empresas cresce 6,2% em janeiro

Inadimplência das empresas cresce 6,2% em janeiro

O volume de empresas com contas em atraso e registradas em cadastros de inadimplentes cresceu 6,20% no último mês de janeiro de 2018 ante o mesmo mês de 2017. É a quarta vez seguida que o indicador acelera na base anual de comparação, como mostram os dados do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Depois de apresentar crescimento de 2,72% em setembro do ano passado, o índice cresceu ininterruptamente para 3,60% em outubro, 3,71% em novembro e 5,35% em dezembro.

Na comparação entre janeiro deste ano e dezembro do ano anterior, o indicador cresceu 1,46%. Com exceção do último mês de 2017, que mostrou alta de 1,54%, o resultado observado em janeiro de 2018 é o mais elevado, na base mensal de comparação, desde abril de 2016, quando a alta foi de 1,57%.

Por região, os dados mostraram que o Sudeste lidera o crescimento de inadimplência entre as empresas. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 9,47%, a mais elevada entre os locais pesquisados. Na sequência estão as regiões Sul (3,05%); Nordeste (2,38%); Norte (2,19%) e Centro-Oeste (2,13%).

O indicador de dívidas em atraso, também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL, registrou crescimento de 4,69% entre janeiro de 2018 e o mesmo mês de 2017. Essa foi a maior variação registrada na base anual de comparação desde novembro de 2016, quando o índice apontou alta de 6,26%. Na comparação mensal (dezembro do ano passado para janeiro deste ano), o índice aumentou 1,6%, dado que também representa uma leve aceleração ante os meses anteriores.

Entre os segmentos devedores, a alta mais expressiva apareceu no setor de serviços (9,18%). Na sequência, estão os empresários do comércio (4%), do setor da indústria (3,83%) e do ramo da agricultura (0,9%).

Enquanto no setor credor (empresas que deixaram de receber de outras empresas), o destaque ficou por conta da indústria, que teve crescimento de 8,22% na quantidade de atrasos. No setor de serviços, que engloba bancos e financeiras, o acréscimo do volume de atrasos recebidos de fornecedores e clientes pessoa jurídica foi de 4,72%. Já no comércio, a alta foi de 4,28%.


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