GPA relança Compre Bem - SuperVarejo
GPA relança Compre Bem

GPA relança Compre Bem

O Grupo Pão de Açúcar anunciou o lançamento de um modelo de operação em um nicho de mercado ainda não explorado pela companhia, com atuação em micromercados regionais. A iniciativa vai ao encontro do novo conceito do Grupo em satisfazer a expectativa do consumidor, atendendo aos clientes que procuram por um atendimento mais próximo, adequado às necessidades no bairro em que vivem. Para este modelo, o GPA montou uma estrutura própria, com times de operação, comercial, marketing e logística.

Com foco nos públicos B e C, o novo supermercado receberá o nome Compre Bem, que já pertencia ao portfólio da companhia. Uma pesquisa realizada pelo Grupo revelou que essa marca conta com recall positivo entre os paulistas e que existe uma grande percepção de preços baixos e custo benefício associada a ela.

As primeiras unidades do novo modelo serão abertas no estado de São Paulo no segundo semestre deste ano. De acordo com o Grupo Pão de Açúcar, a escolha dos locais se deu por meio da avaliação de pontos já existentes na companhia, sendo selecionadas localidades operadas com a marca Extra Supermercados, localizadas em micromercados típicos da zona de competição dos supermercados regionais.

“Conduzimos grupos de discussão com clientes que frequentam nossos supermercados localizados em bairros mais afastados dos grandes centros urbanos ou cidades de pequeno e médio porte, e identificamos necessidades complementares ao atual modelo do Grupo. Desta forma, pensamos neste novo supermercado como um modelo disruptivo, genuinamente de bairro, e que tenha uma operação mais similar à dos players locais”, explicou o CEO do GPA, Peter Estermann.

A decisão por lançar um modelo diferente de supermercado é justificada pela preferência dos consumidores. Uma pesquisa recente realizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) mostrou que o formato de varejo alimentar preferido pelos consumidores é o supermercado, revelando que 50% dos entrevistados o preferem para fazer compras.

Além disso, desde 2015, com o início do período de incertezas econômicas, o consumidor passou a procurá-lo para as compras de reposição. Pesquisas atuais mostraram que a tendência é que este comportamento se mantenha.

Para garantir que o Compre Bem atue como um player regional, o GPA criou uma estrutura própria, autônoma, unindo experiência de dois de seus negócios: o Assaí (formato de atacarejo que contribuirá com a expertise na operação de baixo custo e a cultura bastante semelhante à dos varejistas locais) e o Multivarejo (controlador das redes Extra e Pão de Açúcar e que fornecerá conhecimento sobre a operação de supermercados, gestão de categorias e no treinamento e capacitação de funcionários). Para garantir competitividade em preço, uma área comercial própria foi criada para levar aos fornecedores condições únicas que o formato exige.

“Os estudos que realizamos para suportar a decisão deste projeto foram fundamentados em pesquisas que demonstram a força crescente do formato regional e de como existe uma tendência em absorver um maior contingente de consumidores. Os supermercados regionais possuem maior agilidade para se adaptar às mudanças de consumo”, declarou o presidente do Assaí e do Compre Bem, Belmiro Gomes. Este modelo apresenta taxas de crescimento superiores às dos supermercados das grandes redes e acima também da média do segmento, de acordo com o Ranking Abras 2017.

As lojas do Compre Bem terão, em média, 1700 metros quadrados e mix de produtos com aproximadamente sete mil itens adaptados a cada região. “As unidades serão adequadas em um modelo mais focado em perecíveis, principalmente hortifrúti e serviços de padaria e açougue, algumas das principais demandas dos supermercados regionais. Para o abastecimento das lojas, uma Central de Distribuição própria está sendo preparada na cidade de Arujá/SP”, explicou o diretor-executivo do Compre Bem, Sérgio Leite. “Será feita, também, uma reforma nos prédios para adequação das instalações e renovação dos equipamentos, que deve durar, em média, 90 dias”, finalizou.


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