Gerenciamento de categoria é tema de seminário

Gerenciamento de categoria é tema de seminário

O Gerenciamento de Categoria foi foco de um seminário realizado pelo Centro de Excelência em Varejo (GVCEV) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, na última terça-feira (31/10).  O evento teve como objetivo discutir como o GC vem se transformando em um modelo que está incorporando rapidamente dados de clientes e tecnologia, visando fidelização e competitividade.

Um dos palestrantes convidados foi o diretor de marketing da Symphony Gold, Matt Robinson, que falou sobre o panorama global de gerenciamento de categoria. Robinson mostrou como é realizado o processo no Brasil e no exterior.

“Nos Estados Unidos, o foco está muito na questão de preço e promoção, porque isso vem de um longo período focado no sortimento e no cliente. Os norte-americanos pegaram o conhecimento que adquiriram e criaram uma plataforma focada no preço e promoção. Na Europa, assim como no Brasil, ainda existe a oportunidade de focar mais no consumidor e desenvolver mais o sortimento”, declarou Robinson.

O vice-presidente para a América Latina da Symphony EYC, Adriano Araújo (foto), tratou de como o Big Data pode auxiliar o varejista na questão do GC. O palestrante mostrou que, com essa tecnologia, é possível analisar o perfil de todos os clientes dentro da loja e entender suas necessidades.

“Talvez a maior contribuição do Big Data seja uma análise profunda do shopper. Não estou falando de um entendimento amostral, no qual você conversa com esse cliente pessoalmente, estou falando do entendimento dos dados como um todo, de todos os clientes presentes em sua loja. Isso permite sair desse mundo que vivíamos de onde se entendia apenas venda, valor e volume, passando a entender cliente”, afirmou.

Além de mostrar como o Big Data realiza essa análise profunda do shopper, Araújo contou como a tecnologia auxilia o varejista na otimização do sortimento.

“O entendimento da demanda transferível no sortimento, que é algo que tecnologia e a inteligência artificial trazem, é extremamente importante quando se faz o mix, principalmente para lojas pequenas. É fácil realizar sortimento para um hipermercado, porque cabe tudo lá. Mas fazer sortimento para uma loja pequena, pegar 12 mil SKU’s em cabelo e colocar em dois módulos, exige que você entenda a tecnologia”, explicou Araújo.

A head de shopper da Nielsen, Bruna Fallani, foi outra palestrante do evento, que explicou que é preciso compreender a necessidade do consumidor dentro e fora da loja, e mostrou como uma boa organização no ponto de venda pode auxiliar nisso.

“É preciso ouvir a necessidade do shopper, porque se eu não escutá-lo, a gôndola fica muito bonita, o sortimento fica interessante para aquilo que estou propondo, mas eu não estou atendendo aquele cliente que escolheu a minha loja. Ou seja, quando ele escolhe ir à minha loja isso faz a diferença, então é importante atender a necessidade dele e, logicamente, atender a necessidade de acordo com o papel proposto pela categoria”, afirmou.

A SuperVarejo realizou uma matéria exclusiva sobre o tema na edição de outubro. Para acessar, clique aqui.


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