Fidelidade à vida

Fidelidade à vida

Empresa fabricante de comida para animais de estimação cresce preocupada com o bem-estar animal e humano.

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imagens-02Para falar da origem da Special Dog é preciso contar outra história, que começa em 1967 e remete a uma  pequena empresa familiar, na cidade deSanta Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, que comercializava café. Anos depois, em 1984, a empresa passou a beneficiar e comercializar arroz e milho e foi registrada sob o nome de Cerealista Manfrim.

Com pouco mais de 15 funcionários em sua produção, a empresa da família Manfrim se equilibrava em uma corda bamba financeira. Nos anos 1990, mesmo buscando investir em outros negócios, continuava pequena, pouco lucrativa, e tendo como papel fundamental o fornecimento de matéria-prima para as empresas de comida para animais.  
Nos anos 2000, mais por receio de quebrar que por um ímpeto de ser uma gigante, Erik Manfrim, acompanhado de dois irmãos, resolveu apontar a mira da sua empresa para a fabricação de ração para cães e gatos. O empresário buscou informações e profissionais especializados e fundou, em 2001, a Special Dog, que é hoje uma das principais fabricantes de ração para cães e gatos no Brasil. “Não tínhamos dinheiro, mas queríamos abrir uma fábrica que pudesse atender bem e com produtos de qualidade a clientes num raio de até 200 quilômetros de nossa sede”, comenta Erik Manfrim, sócio-diretor da Special Dog.

A empresa já nasceu oferecendo produto premium no segmento de ração. “O primeiro passo foi analisar o que o mercado oferecia de melhor. O segundo foi descobrir como fazer um produto tão bom ou melhor que os dos concorrentes, mas com menor preço”, explica Manfrim.

A Special Dog está presente em mais de 25 mil pontos de venda. Também está em redes supermercadistas, mas um dos segredos da empresa foi, desde o início, não ignorar nenhum cliente, independente do porte.
“Não importa se é um supermercado grande, um empório ou uma lojinha, nossos caminhões entregam para todo e qualquer cliente que esteja em nosso raio de ação. Nunca quisemos ter lucro com logística, mas com a ração”, ensina Manfrim.

O mercado pet cresceu muito nos últimos anos e isso também ajudou a empresa em seu desenvolvimento. Mesmo que não houvesse dados que subsidiassem um crescimento sustentável, ela pegou carona na onda pet e foi construindo o seu banco de dados – assim como o próprio setor o fez. “No Brasil, mais da metade dos cachorros e gatos ainda comem restos de comida”, afirma Manfrim, dizendo, ainda, que as informações que o setor detém, hoje, garantem um crescimento desse mercado por mais alguns anos.dogs imagens-03

“O que ocorreu no Brasil é que o animal de estimação virou um membro da família, sendo que o cachorro, especificamente, que antes tinha o aspecto apenas de ‘guarda’, se transformou no ‘melhor amigo’”, analisa Manfrim.

Com produção de 14 mil toneladas de ração ao mês, todos os itens levam a marca Special Dog. A empresa tem ração premium e superpremium, primando por qualidade, em detrimento de preço. “A capacidade instalada de cerca de 150 indústrias de ração pet no país possibilita produzir o dobro da ração comercializada. A disputa é grande, mas o setor, como um todo, trabalha bem”, comenta Manfrim.

O empresário salienta que quase não existe no Brasil fábrica de ração com expressão nacional. O mercado é dividido entre poucas grandes, incluindo aqui as multinacionais, e muitas empresas de expressão regional. Aliás, toda empresa regional que se destaca acaba sendo assediada pelas grandes. “Isso é natural. Ao longo do tempo, fomos assediados várias vezes, mas mantivemos nossa trajetória e nossos princípios”, garante Manfrim.

Valorização humana

dogs 2O empresário conta também que, além da qualidade do que produz, do bom momento que o setor viveu, e ainda vive, e da própria sorte que teve no dia a dia do negócio, os funcionários têm sido fundamentais. “Eu sempre procurei me cercar de profissionais competentes e de seres humanos bons. Valorizo demais isso. Aqui, todo mundo tem que gostar de gente também. Não basta só gostar de animais de estimação”, esclarece Manfrim, dizendo que a filosofia da empresa é que todos se ajudem diariamente.olho_3

A Special Dog tem 750 funcionários diretos e 300 colaboradores da equipe de vendas. A indústria está em uma área de mais de 200 mil metros quadrados, sendo 100 mil metros quadrados de área construída e possui uma frota de 105 caminhões. Já quando o assunto é qualidade de vida da equipe, há o Grêmio Special Dog, um clube recreativo voltado exclusivamente para os funcionários e seus familiares.

olho_4“O funcionário tem orgulho de trabalhar em um lugar que o trata bem de verdade. Ele veste a camisa porque percebe que ali ele não é só um número, mas alguém que tem importância para a empresa e para os colegas”, enaltece Manfrim.

Retribuição à sociedade

A Special Dog faz um trabalho intenso no aspecto sociocultural, principalmente para Santa Cruz do Rio Pardo, cidade-sede da empresa.

E, com o objetivo de integrar cultura e aprendizado, possui o Centro Cultural Special Dog, uma ONG (organização não governamental) que oferece aos colaboradores e à população cursos e workshops gratuitos de música, corte e costura, culinária e arte circense.

O local funciona em um imóvel histórico do século 19, totalmente restaurado pela empresa, que foi todo revitalizado para receber, periodicamente, diversos eventos, como apresentações de teatro, corais, música e muitos outros.

Atualmente, o Centro Cultural Special Dog conta com mais de 450 alunos matriculados em aulas de instrumentos musicais.  Em um ano e meio de existência, mais de mil pessoas, entre adultos e crianças, foram atendidos através da programação de cursos, oficinas e workshops realizados pelo espaço.

“Eu entendo que não faz o menor sentido um empresário ter o seu negócio pensando só no lucro e não retribuir parte dos ganhos para os seus funcionários e para a sociedade em seu entorno. Eu fico feliz da Special Dog ser a empresa que é – importante para mim e minha família –, mas fico mais feliz ainda em saber que ela não é importante só para nós”, conclui Erik Manfrim.


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