Evento inédito em SP discute as oportunidades do mercado de brócolis

Evento inédito em SP discute as oportunidades do mercado de brócolis

Por Nathalie Gutierres

Um mercado que movimenta 1.2 bilhão de reais e que comercializa 290 mil toneladas de produtos ao ano. Esses são apenas alguns dos dados do segmento de brócolis no Brasil, que ainda tem um imenso caminho a desbravar quando comparado com o de outros países. Enquanto o consumo per capita do brasileiro é de 1,04 quilo ao ano, o italiano é de 7,24 quilos, ou seja, quase sete vezes mais.

Com diversas propriedades relacionadas até mesmo à prevenção de diversos tipos de câncer, a hortaliça ganhou, há alguns anos, uma conferência que já foi realizada em quatro edições no território europeu. E, agora,  no último dia 08/08, foi realizada pela primeira vez no Brasil, a Conferência Internacional de Consumo de Brócolis (promovida pela Sakata Seed Sudamerica, multinacional japonesa de sementes de hortaliças e flores), na cidade de Atibaia, em São Paulo.

Na ocasião, estiveram presentes profissionais de diferentes áreas, que discutiram inúmeros pontos em relação ao vegetal. “Há uma grande diversidade genética, desde as já disponíveis até aquelas que não são exploradas por completo, com propriedades nutracêuticas que atraem a atenção das comunidades médicas”, afirmou o professor da Universidade de Catania, na Itália, Ferdinando Branca.

O evento também mostrou que a produção global do brócolis avançou ao longo dos anos, contribuindo para a expansão de seu consumo, como detalhou a gestora mundial de brócolis da Sakata Japão, Fumiko Honaga. “Nos anos 1970, a produção de brócolis pelo mundo não chegava a 50.000 hectares. Hoje, a produção avança e já soma 400.000 hectares”, explicou.

Ao tratar da questão do brócolis nos supermercados, o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, pontuou que para otimizar o trabalho com a hortaliça nas lojas, é preciso unir os elos da cadeia. Ele ainda lançou um desafio aos fornecedores do produto. “Precisamos levar informação ao ponto de venda, fazer com que os dados do alimento cheguem até o consumidor final”, ressaltou Milan.


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