Edição abril de 2016 (informações até dezembro de 2015)

Shopper Insights
Edição abril de 2016 (informações até dezembro de 2015)

Como o consumidor está enfrentando a crise e como o varejo pode ajudar?

UntitledCom um cenário incerto, onde a economia retrai e o brasileiro tem sua confiança abalada, vemos o consumidor se adequando à uma nova realidade e buscando alternativas para continuar consumindo. Após uma série de tentativas para driblar esses obstáculos, o consumidor se vê obrigado a racionalizar suas compras, ou seja, cortar itens de sua lista. Hoje, 6 em cada 10 brasileiros fizeram esse corte e o consumo da cesta de produtos de Limpeza, Higiene e Beleza, Bebidas Alcoólicas/Não Alcoólicas, Perecíveis e outros itens de Mercearia (cestas Nielsen) caiu 1,2% em 2015. Seja pela redução de frequência, Trade Down (troca por marcas baratas) ou corte de gastos, a previsão é que o consumo das cestas Nielsen retraia 2,1% em 2016. Entretanto, ainda há oportunidade em adaptar-se a esta nova realidade e aproveitar as tendências que serão cruciais para sustentar o crescimento no curto e médio/longo prazo.

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• Promoções assertivas
− Com a inflação, o shopper tende a comparar mais os preços e está mais atento às promoções. Porém, o aumento no volume promocionado faz com que subsidiemos uma grande quantidade de compras que já seriam feitas independente de uma redução de preço, mostrando, assim, a necessidade de ser mais assertivo no desenho dessas ações.
− As cestas de Bebidas e Mercearia têm respondido melhor à Redução Temporária de Preço (TPR), enquanto as cestas de Higiene e Limpeza apresentam melhor performance com embalagens promocionais.

• Conveniência vs. Economia
O brasileiro tem se planejado mais para ir às compras e definindo novos papeis na escolha dos canais
− Além da expansão de lojas, o Atacarejo aproveita-se desse cenário com aumento das compras de Abastecimento, onde as famíliam gastam 12% menos e levam 9% mais itens do que a média.
− A reposição torna-se mais importante no Hipermercado, que era prioritariamente um canal de Abastecimento. Com isso, produtos frescos crescem quase 4 vezes mais no Hiper vs. o mercado.
− Quase metade do crescimento de Vizinhança acontece pela expansão das novas lojas, e o papel desse canal tem sido a compra para ocasiões de emergência, commodities e por impulso.

• Busca por marcas mais baratas
Metade das categorias da cesta Nielsen sofrem com o Trade Down (busca por marcas mais baratas), impactando na lealdade às marcas líderes. Na cesta de Limpeza, esse número chega a 71%.

• Atenção para a falta de produtos
− A busca por produtos de médio e baixo preço favorece a migração para o Atacarejo. Dessa forma, para garantir a compra e a lealdade, o Autosserviço precisa estar atento à disponibilidade dos produtos.
− Em 2015, houve aumento na indisponibilidade de produtos nas lojas (4,6% em 2015 contra 3,5% em 2014).
− Na cesta de Bebidas, a indisponibilidade de produtos chegou a 6,4% (aumento de 1,9 p.p. vs. 2014), sendo o gerenciamento de estoque o principal responsável pela indisponibilidade.

Nesse momento tão desafiador, a maior virtude será a compreensão profunda desse novo consumidor, a agilidade para aplicar a execução mais assertiva de curto prazo, mas sem deixar de consolidar a base de crescimento para o futuro.

Para mais informações, consulte seu atendimento
ou envie um e-mail para
Aurelia.Vicente@nielsen.com

Consumer Panel Services, Manager for Retailers


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