Demanda por investimento da micro e pequena empresa avança 14,8 pontos

Demanda por investimento da micro e pequena empresa avança 14,8 pontos

O Indicador de Demanda por Investimento da Micro e Pequena Empresa avançou 14,8 pontos em um ano, ao passar de 27,2 pontos em maio do ano passado para 42 em maio de 2018 — maior resultado desde o início da série histórica, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A escala do índice varia de zero a 100, sendo que quanto maior o número, mais propenso está o empresário a realizar investimentos em seus negócios.

Em termos percentuais, o volume de micro e pequenos empresários que demonstram interesse em realizar algum tipo de investimento em seus negócios nos próximos três meses é de 34%. Os que não pretendem realizar melhorias na empresa representam 46% dos entrevistados e 36% acredita que o país ainda não se recuperou da crise. No entanto, 20% não sabia dizer se realizaria algum tipo de investimento na empresa.

Investimentos em recursos próprios 

Considerando as MPE’s que planejam investir nos próximos três meses, as prioridades envolvem reforma da empresa (29%), gastos com propaganda e mídia para divulgação da companhia (26%), compra de equipamentos (25%), ampliação de estoque (19%) e de portfólio (16%).

Na avaliação destes entrevistados, o objetivo dos investimentos é impulsionar as vendas, opção citada por mais da metade dos entrevistados (64%). Há ainda 22% que busca adaptar a empresa a uma nova tecnologia e 16% que investe para atender ao crescimento da demanda observado nos últimos meses.

Entre os que sinalizaram que pretendem fazer algum tipo de investimento, o capital próprio aparece como o principal recurso.  Um pouco mais que a metade (55%) usará o dinheiro do próprio bolso, seja na forma de aplicações ou investimentos (55%) ou a partir da venda de algum bem (7%). Outros 22% mencionam o empréstimo em bancos.

Empresários descartam possibilidade de contratar crédito nos próximos três meses

Outro indicador também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de Demanda por Crédito da Micro e Pequena Empresa. Em maio do ano passado, o índice se encontrava em 13,1 pontos e passou para 21,7 pontos no mesmo período deste ano, apresentando crescimento de 8,6 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100 pontos, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses e, quanto mais distante, consequentemente menor.

Segundo o levantamento, 73% dos empresários consultados não têm interesse em contratar crédito para seus negócios. Manter a empresa com recursos próprios é a principal razão apontada por aqueles que não pretendem buscar recursos (53%). Já 36% considera as taxas de juros muito elevadas e 23% disse estar inseguros com as condições econômicas do país. Há ainda 6% que contratou crédito recentemente e não sente necessidade de fazê-lo novamente.

Por outro lado, apenas 11% dos micro e pequenos empresários disseram ter intenção de buscar crédito. A modalidade mais procurada é o microcrédito ou empréstimo, mencionada por 46% dos entrevistados. Em seguida, aparecem os financiamentos (22%), o cartão de crédito empresarial (10%) e o desconto de duplicatas (4%).

O crédito a ser contratado será utilizado para capital de giro (39%), compra de equipamentos (32%), ampliação do negócio (18%), reforma da empresa (14%) e pagamento de dívidas (13%). Em média, o valor a ser tomado pelos micro e pequenos empresários será de R$ 46.916,67.


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