Demanda das MPEs por crédito cai em junho - SuperVarejo
Demanda das MPEs por crédito cai em junho

Demanda das MPEs por crédito cai em junho

A demanda por crédito das micros e pequenas empresas do varejo e serviços (MPEs) caiu 2,2 pontos na passagem de maio para junho, segundo informam dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Na escala do indicador, o resultado ficou em 19,4 pontos, abaixo dos 21,7 pontos observados em maio.

Se forem analisados os meses de junho dos anos anteriores, porém, houve crescimento na busca ao crédito. Em junho de 2017, o índice estava em 15,2 pontos, ao passo que no mesmo período de 2016 estava em 9,5 pontos. Mesmo com o crescimento na base anual de comparação, o indicador se encontra em baixo patamar, porque, segundo apontam informações do levantamento, quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados.

O momento econômico de lenta recuperação do pós-crise faz com que os empresários sintam-se receosos em comprometer recursos financeiros com dívidas, avalia o presidente da CNDL, José Cesar da Costa. “São poucos os empresários que assumem o risco de um investimento que pode não dar retorno. A manutenção da Selic em seu piso histórico é algo positivo, mas ainda demandará tempo para que os efeitos dessa medida sejam sentidos no dia a dia dos empresários e consumidores”, explica o presidente.

Em cada dez micro e pequenos empresários, apenas um (9%) tem a intenção de contratar crédito nos próximos 90 dias, contra 77% de entrevistados que não têm esse objetivo. Outros 14% se dizem indecisos. Entre os empresários que rejeitam buscar recursos de terceiros nos próximos três meses, 51% disseram conseguir manter o negócio com recursos próprios. As altas taxas de juros também pesam nessa decisão, sendo a justificativa de 34% desses empresários. A insegurança com as condições econômicas do país mesmo com o fim da recessão foi mencionada por 25% da amostra.


menu
menu