Confiança do setor supermercadista sobe em dezembro

Confiança do setor supermercadista sobe em dezembro

Os últimos números divulgados pela equipe econômica do Governo Federal repercutiram positivamente para o setor supermercadista paulistano, conforme apontou a Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS), feita pela Associação Paulista de Supermercados. Segundo a publicação de dezembro, cerca de 41% dos empresários do setor estão otimistas com o futuro, um número 11 pontos percentuais maior que o demonstrado em novembro de 2017.

As principais circunstâncias que impactaram no otimismo foram a taxa de inflação e as vendas, com 42% de otimismo.

Em primeiro lugar a expectativa futura de bons resultados está no crescimento do PIB, com mais de 58% acreditando que isto aconteça. “Vários analistas apontam que o crescimento da economia poderá chegar a 3% em 2018 e os empresários supermercadistas refletem isto”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Outro ponto que demostrou certa confiança para o setor foi o crescimento nominal das vendas. 45% dos entrevistados acreditam que o crescimento será entre 4% a 6%. Apenas 9% creem em uma possível queda e mesmo assim baixa, de 0% a 2%.

“Quando analisamos a situação de 2016 e 2017 vemos como a percepção vem mudando consistentemente. O pessimismo em dezembro de 2016 estava em 40% e chegou a 25% em dezembro de 2017. O otimismo foi de 27,7% para 34,7%”, afirmou Berka.

Em relação ao desempenho do último ano ante 2016, cerca de 36% dos supermercadistas relataram queda em suas vendas, entre 1% a 4%, levando em consideração o desempenho do Natal de 2017 frente a 2016 onde aproximadamente 45% dos empresários observaram crescimento e outros 45% tiveram queda.

“Este número demonstra algo que a APAS percebeu ao longo deste ano que foi uma variação muito grande entre os desempenhos de vendas de diferentes supermercados. A guerra de preços e promoções foi bastante intensa, reflexo da crise prolongada, de forma a manter o volume prejudicando a margem”, avaliou o economista da Associação Paulista de Supermercados.


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