Como aumentar o lucro no varejo com dados. Big ou Small Data para crescer?

Como aumentar o lucro no varejo com dados. Big ou Small Data para crescer?

Um bom comprador ou vendedor pode gerar muito mais lucratividade para seu negócio se utilizar de forma correta a informação para gerar oportunidades de negócio. O varejo, especialmente o supermercadista, tem uma característica muito especial (e diferente) frente a outras atividades econômicas: os altos volumes de informação que gera. Toda essa informação, consolidada, agrupada e com histórico de transações, vira uma base de dados de Big Data. Nenhuma outra atividade econômica varejista gera tanta informação como um supermercado, pela quantidade de produtos à venda e pela quantidade de transações diárias.

Mas tem muita dessa informação desaproveitada por não ser captada na sua totalidade, ou, se for captada, não é analisada no momento e na forma adequada. Mas também pode gerar muita perda de tempo e de recursos pela inadequada utilização da informação, se começamos a investir em qualquer frente. A informação da loja é um tesouro que ainda tem que ser explorado pelos varejistas para benefícios dos varejistas, e meu objetivo, nesta coluna, é mostrar que sempre pode ser feito um maior aproveitamento da informação, com os recursos e o tempo que temos.

Cuidado com os custos da informação, comece pequeno

Informação são dados agrupados e classificados para poder ser facilmente analisados. O custo de gerar, processar os dados para que virem informação, somado ao custo de analisar e entender para depois atuar na realidade, pode ter retorno negativo. Especialmente se os projetos de Big Data não têm um objetivo claro a cumprir. Por isso, nada melhor que começar pequeno, provavelmente com Small Data, para evoluir caso seja necessário e rentável.

O termo tão de moda Big Data (bases colossais de informação que acumulam as transações individuais com toda a informação detalhada) se contrapõe ao Small Data, que no varejo é crucial e que para simplificar a definição, é toda informação que poderíamos colocar em uma planilha de cálculo para avaliar o negócio.

Faça as perguntas corretas

Antes de acumular e processar dados, os varejistas (e seus fornecedores) deveriam se concentrar em definir o QUE querem saber do negócio e PARA QUÊ. Além de pedir informação que ajude a entender o tamanho do negócio e comparar com os objetivos do negócio, tema que todos os supermercadistas já realizam de diversas formas, existem outras perguntas que podem ajudar a cumprir o objetivo de compradores e vendedores: CRESCER.

Foque no que impacta
no crescimento do negócio

Perguntas de fatores que freiam o
crescimento:

• Quantas vendas perdi?

• Quantos consumidores não acharam o que buscavam, por falta de produto?

• Quantos consumidores procuram produtos que eu não vendo?

• Que efetividade têm as promoções?

• Que acordos com fornecedores perdi por não executar?

• Que promoções bem-sucedidas no mercado não implementei?

Perguntas de aceleração de crescimento:

• Quanto vendas a mais teria?

• Que tipo de atividades aumentam as vendas e como posso replicá-las?

• Que categorias poderiam vender mais exibidas de forma diferencial?

• Que atividades foram mais bem-sucedidas e por quê?

Perguntas de comparação com o mercado:

• Como estou vendendo comparado com o mercado ou o segmento varejista?

• Que categorias/produtos/marcas podem crescem mais no mercado?

• Que tão competitivo sou na cesta de produtos frente aos meus concorrentes?

• Que canais alternativos estão crescendo nas categorias que eu opero?

A correta resposta a esses tipo de perguntas, com a maior velocidade e frequência possível, ajuda a tomar as oportunidades.

Tenha a informação no momento certo

De nada serve saber o que aconteceu no meu passado se você não pode corrigir o presente. A velocidade e a praticidade da informação é fundamental. Especialmente no referido à execução na gôndola. Se falta um produto, tem que ser uma ALERTA geral, para que alguém resolva de forma urgente. E dinheiro de potenciais vendas indo pelo ralo.

Tenha a informação à disposição de quem pode mudar a realidade

A informação não tem valor na sala de reuniões ou somente na mesa do comprador. Tem que estar também na mão do gestor, que pode atuar na loja para melhorar esse indicador.

jorge


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