Brasil vai superar EUA na exportação de milho

Brasil vai superar EUA na exportação de milho

O Brasil pode superar os Estados Unidos como o maior exportador de milho dentro de cinco anos, dessa forma, colocando fim a décadas de domínio do país norte-americano sobre esse mercado, segundo previsão publicada pela agência de notícias Reuters.

Uma das vantagens para o Brasil é o clima mais quente, o que oferece aos produtores uma temporada mais longa do que nos EUA. A maior parte dos produtores brasileiros pode semear o milho logo após colher a soja, plantando duas safras por ano, enquanto os fazendeiros dos Estados Unidos precisam esperar o fim do inverno.

Os produtores norte-americanos sofrem com os preços dos grãos e infraestrutura envelhecida. Além disso, os esforços de Washington para renegociar acordos comerciais também podem afetar as exportações, de acordo com informações do portal feed&food. Ao mesmo tempo, o Brasil está colhendo os benefícios de seu investimento massivo em infraestrutura para embarques.

Outro ponto positivo para o Brasil é que bilhões de dólares foram investidos nos portos do país, principalmente no Norte, o que encerra anos de atrasos crônicos na exportação, tornando o envio mais barato, impulsionando compras de consumidores como a China. Além da soja, o Brasil também é o maior fornecedor de carne bovina, frango, açúcar, café e suco de laranja.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta que as exportações de milho do país vão diminuir em 6,2 milhões de toneladas, no atual ano comercial, volume avaliado em aproximadamente um bilhão de dólares. Enquanto no Brasil, espera-se que as exportações de milho aumentem em 1 milhão de toneladas ante 2017, acelerando a ascensão do país no setor.

Espera-se que o milho dos EUA represente apenas 33,8% das exportações globais no ano-safra de 2017/2018, caindo dos 62,2% de uma década atrás, de acordo com as estimativas do USDA.

As projeções do Brasil para a exportação do grão de 35 milhões de toneladas corresponderiam a 22,7% dos embarques globais. Apenas 20 anos atrás, o país exportou apenas 6 milhões de toneladas, menos de 1% do total mundial.

“Dez anos atrás ninguém acreditaria que o país alcançaria isso. Os produtores do Brasil são muito eficientes e as coisas aconteceram rápido”, afirma o diretor-geral da Associação dos Exportadores de Cereais do Brasil (ANEC, São Paulo/SP), Sérgio Mendes.


menu
menu