Atividade econômica cresce 0,3%, segundo Serasa Experian

Atividade econômica cresce 0,3%, segundo Serasa Experian

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) cresceu 0,3% em julho de 2017, descontados os devidos ajustes sazonais. No comparativo com julho do último ano, houve crescimento de 0,9% na atividade econômica neste primeiro mês do segundo semestre. No acumulado do ano até julho desse ano, o crescimento da atividade econômica foi de 0,1%.

Segundo economistas da Serasa Experian, o resultado de julho de 2017 mostrou que a economia brasileira, após ter passado por uma grave recessão, registrou dois trimestres consecutivos de crescimento (primeiro e segundo trimestres de 2017) e prosseguiu na trajetória de recuperação na abertura da segunda metade do ano.

A inflação baixa e controlada, a continuidade da redução das taxas de juros e o início do processo de recuperação do emprego formal bem como do mercado de crédito, especialmente para as pessoas físicas, são elementos principais que contribuem para a retomada da ascensão econômica.

Pelo lado da oferta agregada, os responsáveis pelo crescimento da atividade econômica em julho de 2017 foram os acréscimos nos serviços (0,3%) e o avanço da indústria (0,9%).Em contrapartida, após um primeiro semestre de crescimento considerável,  a atividade agropecuária recuou 1,8% neste primeiro mês do segundo semestre.

Agora, na demanda agregada, as altas de 2,3% das exportações e de 0,9% dos investimentos contribuíram para o crescimento da atividade econômica em julho deste ano. No território negativo foram registradas quedas no consumo das famílias e do governo, 1% e 0,5%, respectivamente. Já as importações cresceram 0,1% em julho.

No acumulado do ano (janeiro a julho), a atividade agropecuária concentra taxa de crescimento significativa: 14% em relação ao mesmo período de 2016. Já a indústria apresentou queda de 1,4% e o setor de serviços caiu 0,8%.

Ainda em relação ao acumulado dos primeiros sete meses de 2017, praticamente todos os componentes da demanda agregada recuaram: consumo das famílias (-0,5%), consumo do governo (-2,0%), investimentos (-4,9%). Somente as exportações e as importações cresceram 3%, em ambos os casos.


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