Reforma trabalhista traz novas possibilidades aos supermercados

Reforma trabalhista traz novas possibilidades aos supermercados

Por Mirella Scattolin

Na última quarta-feira (16/08) foi realizado, na sede da APAS, na zona oeste de São Paulo, um encontro para debater a reforma trabalhista, sancionada pelo presidente Michel Temer no dia 13 de julho. No evento, foi discutido como os associados dos sindicatos podem utilizar as alterações da forma correta e garantir os direitos dos funcionários dos supermercados.

Um dos convidados para palestrar no evento foi o Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Dr. Benedito Valentini. Em meio a tantos representantes do varejo, o juiz comentou pontos específicos das alterações trabalhistas e ressaltou a importância da atualização das leis da CLT.

“O importante não é tutelar o empregado, e sim educar”, comentou Benedito
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Em um breve esclarecimento sobre a reforma, Valentini ressaltou que os empregadores devem seguir o novo modelo empregatício, mas com cautela para não haver abuso de poder. “Essa lei veio em boa hora. Traz muitas oportunidades de mudanças, mas não pode servir de revanche. Se os senhores começarem a oprimir, começarem a tirar direitos, o que vai acontecer? Haverá uma crítica geral em cima dessa reforma e ela será mudada novamente”, afirmou.

O desembargador também comentou que, na prática, a mudança poderá ser muito bem aproveitada pelos supermercadistas, já que algumas situações precisam de medidas preventivas. “É consertar os exageros da legislação, das jurisprudências, as dificuldades que eles sentem nas contratações e negociar isso honestamente com os sindicatos que essa negociação terá qualidade. E determinadas contratações já poderão ser feitas com respaldo da lei, e isso é muito importante porque crises momentâneas exigem mudanças de atitudes. Setores diferentes exigem aplicações diferentes.”

O professor José Pastore, também convidado para palestrar, acrescentou que os princípios da nova reforma são liberdade com proteção. “As empresas e os empregados terão liberdade para negociar diferente da lei, mas os trabalhadores terão a proteção da lei”, destacou.

Outro ponto defendido pelos palestrantes sobre a modernização das leis trabalhistas foi a maior geração de empregos e, consequentemente, da renda da população. “Os efeitos da lei, principalmente na melhoria da produtividade, vai gerar mais empregos e que vai estimular mais investimentos”, complementou Pastore.

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Professor José Pastore durante palestra sobre a reforma trabalhista.

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