Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain é lançada - SuperVarejo
Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain é lançada

Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain é lançada

Foi lançada ontem, (12/04), em São Paulo, a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain, primeira entidade representativa do setor.

A ABCB surgiu em meio a uma forte expansão do mercado de moedas virtuais. Segundo dados da CoinMarket, o valor de mercado das criptomoedas em todo o mundo está em torno de US$ 260 bilhões. A mais popular delas, o Bitcoin, responde por 45% desse volume.

Um dos objetivos da entidade é promover uma melhor interlocução com o poder público, permitindo que tanto o mercado como a sociedade se beneficiem do desenvolvimento tecnológico e da inovação característicos do setor de criptomoedas e de blockchain.

“Não somos contra uma eventual regulação desse mercado. O que queremos é um espaço para discutir regulação com o poder público sobre a melhor forma de fazê-lo”, afirmou o presidente da ABCB, Fernando Furlan.

Graduado em direito e em administração, além de mestre e doutor em Ciências Políticas, ele já foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio (MDIC).

Além de Furlan, integram ainda a entidade os advogados Felipe França (vice-presidente) e Emília Campos (diretora jurídica). As empresas Atlas Quantum e Thera Bank estão no conselho e são as fundadoras da ABCB. Cerca de outras dez companhias já submeteram seu pedido de associação e estão em processo de análise.

“Uma proposta interessante e que merece ser discutida com o governo é a do sandbox regulatório. O conceito, que está sendo implementado em países como Reino Unido e Canadá, permite que as empresas do setor se desenvolvam por um certo período, para só então serem reguladas”, disse o vice-presidente da ABCB, Felipe França.

Para Furlan, negócios disruptivos como o das criptomoedas e do blockchain costumam despertar certa desconfiança nas autoridades, mas na maioria dos casos trata-se de um caminho sem volta. “Aconteceu com o Uber, com o Airbnb”, exemplificou.

Crédito/Foto: Felipe Gabriel/Divulgação ABCB


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