APAS avalia com neutralidade cautela do COPOM - SuperVarejo
APAS avalia com neutralidade cautela do COPOM

APAS avalia com neutralidade cautela do COPOM

A medida anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de manter os juros básicos da economia, a taxa SELIC, em 6,5% ao ano, foi avaliada com neutralidade pela APAS. A cautela do COPOM surpreendeu tanto a entidade quanto o mercado, que esperava nova queda. Porém, a APAS entende que a decisão do Banco Central do Brasil ainda está em linha com sua política de juros baixos e da busca pela retomada do crescimento econômico brasileiro no curto e médio prazos, o que incentiva a expansão das redes supermercadistas e a geração de empregos.

No entendimento da APAS, mesmo a manutenção dos juros seguirá influenciando a atividade econômica no segundo semestre de 2018 e gera expectativas para o setor supermercadista paulista, que cresceu 6,86% (conceito “Todas as Lojas”) no primeiro trimestre deste ano.

“A decisão por manter a taxa básica de juros demonstra cautela, mas ainda confiança do Comitê em sua política para a retomada do crescimento da economia e na continuidade da deflação dos alimentos, que são o grupo que segura o índice de preços, tal como verificamos na deflação ocorrida no setor neste quadrimestre em 0,54%”, avalia o economista da APAS, Thiago Berka.

A entidade ainda avalia que a taxa Selic pode encerrar por alguns meses o ciclo de quedas até o final de 2018, considerando o comportamento do câmbio e a chegada dos resultados das primeiras safras de alimentos. O valor atual da Selic é sentido de forma ainda tímida nas taxas efetivas aplicadas para o setor relativas aos financiamentos de longo prazo ou de capital de giro, pois na economia real o ritmo de chegada da taxa referência é menor que o esperado.

“Na visão da APAS, as baixas taxas de juros beneficiam o setor supermercadista em pontos importantes, como por exemplo nas lojas que oferecem produtos como eletro e têxtil (hipermercados e grandes supermercados). Nelas, os juros baixos ajudam por melhorarem o crédito e os parcelamentos, o que aumentam as vendas. No que tange à inadimplência, os juros baixos aliviam a população altamente endividada, o que é fundamental para expandir o consumo do varejo alimentar. Finalmente, há impactos positivos na manutenção dos juros para o setor como um todo no que tange ao financiamento da construção e de reforma de lojas, já que há ainda muito espaço nestes investimentos pelas médias e grandes redes, assim como a tendência de abertura de minimercados de proximidade. Tudo isso também contribui ainda mais para a geração de empregos”, explica Berka.


menu
menu