Abastecimento de carne de aves e suínos pode levar até 60 dias para ser normalizada

Abastecimento de carne de aves e suínos pode levar até 60 dias para ser normalizada

Mesmo depois que a greve dos caminhoneiros for encerrada, o abastecimento de carne de aves e suínos pode demorar até dois meses para voltar à normalidade. A estimativa foi divulgada ontem, 27/05, pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

De acordo com informações colhidas do portal G1, a representante do setor divulgou que até o momento 64 milhões de aves adultas e pintinhos foram sacrificados. “A associação lamenta anunciar que a mortandade animal já é uma realidade devido à falta de condições minimamente aceitáveis de espaço e quantidade de ração”, afirmou em nota.

Ao todo, cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos não estão recebendo alimentação suficiente, sendo assim, existe o risco de canibalização entre eles. Em algumas cidades já existem relatos de dificuldades de abastecimento.

Ainda de acordo com o portal, a estimativa é que uma grande quantidade de animais seja sacrificada, em cumprimento às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil.

Reflexos da paralisação

Por consequência da greve, as atividades em 167 unidades de produção de carne de aves e suínas precisaram ser suspensas. Sendo assim, mais de 234 mil trabalhadores interromperam suas atividades até segunda ordem.

Além de impactos no mercado interno, as ações também estão refletindo na exportação de carne. Até o momento, segundo a ABPA, cerca de 100 mil toneladas de carnes suínas e de aves deixaram de ser exportadas. A associação divulgou que a estimativa de impacto seja de US$ 350 milhões.

Segundo informações divulgadas pelo G1, o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, afirmou neste domingo no Palácio do Planalto que o setor contabiliza R$ 3 bilhões em prejuízo, em consequência da greve, que chegou ao sétimo dia.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) divulgou hoje, 28/05, um comunicado à imprensa sobre os itens mais prejudicados em decorrência da paralisação.

“A falta de produtos nos supermercados está mais presente em itens de FLV (Frutas, Legumes e Verduras), carnes, frios, leite e derivados, panificação congelada e produtos industrializados que levam proteínas no processo de fabricação. Todos esses itens formam os grupos de produtos que representam 36% do faturamento dos supermercados. Em terminada a greve, o setor estima que serão necessários cerca de  20 dias para o status normal de abastecimento, especialmente as carnes, cujo processo produtivo depende de mais tempo”, comunicou em nota.


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