A economia brasileira em 2017

Esta, talvez, seja a frase mais oportuna para o governo federal e sua equipe econômica, no atual momento do Brasil. A atual equipe econômica não pode cair novamente nos graves erros cometidos ao longo dos últimos anos, no que diz respeito à política econômica. A sociedade brasileira necessita superar todas as mazelas causadas pelos últimos anos devastadores para a economia do Brasil e conduzir o país para um crescimento econômico sustentável ao longo do tempo. Dessa maneira, com a proximidade de 2017, temos a necessidade de olhar para os erros e acertos na condução da política econômica nos últimos anos para que possamos melhorar a expectativa e a confiança na economia brasileira para os próximos anos.

A chegada de 2017 foi muito aguardada por todos, diante da expectativa de um período de retomada do crescimento, mesmo que seja em ritmo muito lento. A crise que estamos presenciando, neste momento, está distante de acabar com o Brasil, e está distante de crises passadas já vivenciadas pela economia brasileira. E a saída dessa crise passa por alteração no rumo da política econômica brasileira, que, em parte, já está em curso pelas autoridades econômicas.

Diante de uma política econômica que incentive a atividade econômica, através de uma política fiscal que ao longo de 2017 sinalize para o ajuste das contas públicas e de uma política monetária, sinalizando para a redução dos juros ao longo do tempo, a confiança retornará de modo a elevar o otimismo por parte dos empresários e dos consumidores, se traduzindo em um ambiente com estabilização do desemprego e posterior retomada do emprego e da geração de renda, que favorece ainda mais o ambiente de negócios.

Nesse sentido, o cenário esperado para 2017 é de um crescimento lento da atividade econômica, mas com tendência de se prolongar ao longo dos próximos anos, o que traria benefícios na recomposição da renda da população brasileira. A inflação oficial brasileira deve se comportar de maneira mais moderada ao longo do próximo ano, e fechar 2017 em torno de 6%. Já a inflação de alimentos deve atingir, aproximadamente, 7,5%. O PIB tende a apresentar um crescimento em torno de 1%, e o setor de supermercados teria um desempenho positivo, com crescimento real entre 1% e 2% em relação ao ano anterior.

Ao que tudo indica, o ano de 2017 já se iniciou a partir do momento em que a equipe econômica do governo sinalizou para uma política econômica com vistas ao ajuste fiscal, que permitirá, ao mesmo tempo, um comportamento mais moderado da inflação, bem como uma redução gradual e sustentável da taxa de juros ao longo do tempo, que incentivaria a atividade econômica.

De modo propositivo, além das ações imediatas relacionadas à política fiscal através de ajuste fiscal e com política monetária via redução dos juros, a economia brasileira necessita de ações mais profundas, que atuem no sentido da elevação da produtividade e da competitividade brasileira. Aliado a isso, a reforma trabalhista e a reforma tributária são essenciais para um ambiente de negócios mais favorável. A junção dessas ações favorece a retomada do crescimento econômico brasileiro ao longo do tempo, com reflexos positivos para toda a economia, e, consequentemente, para o setor supermercadista.

rodrigo1


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