Número de novas empresas é o maior desde 2010

Número de novas empresas é o maior desde 2010

O número de novas empresas registradas no primeiro semestre deste ano (1.262.935), registrou o maior número para o período desde 2010, quando teve início a série, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

Quando comparado com o primeiro semestre de 2017 (1.142.641), o aumento foi de 10,5%. Do total de empreendimentos criados de janeiro a junho deste ano, os Serviços de Alimentação aparecem em primeiro lugar, com 8,1%.

Logo após aparecem os Serviços de Higiene e Embelezamento Pessoal, com 7,6%, Reparos e Manutenções de Prédios e Instalações Elétricas (7%) e Comércio de Confecções em Geral somam 6,4%.

Apenas em junho deste ano, o país contabilizou cerca de 156.460 novos microempreendimentos, o que apontou crescimento de 7,2%, ante o mesmo período de 2017, onde houve registro de 145.946 e queda de 14,3% diante do número apurado em maio de 2018, 182.552.

Segundo os economistas da Serasa Experian, este maior resultado no nascimento de empresas no primeiro semestre desde 2010 sinalizou os efeitos do “empreendedorismo por necessidade” – fenômeno associado ao comportamento abaixo do esperado na recuperação da economia brasileira, com a lenta reversão da taxa de desemprego e da retomada de mais vagas formais de trabalho.

Nesse contexto, os serviços de alimentação se destacaram entre os ramos de atividade que mais motivaram a formalização, muitas vezes por conta da grande aceitação dos produtos ofertados e da sua representatividade no cotidiano de consumo das pessoas.

MEIs representaram 81,8% do total de empresas criadas

Nos seis primeiros meses do ano, o Brasil atingiu a marca de 1.033.017 de MEIs formalizados, o que correspondeu a 81,8% das 1.262.935 companhias criadas no país. A participação referente ao acumulado do semestre foi a maior já conquistada pelos microempreendedores individuais, desde o início do levantamento, em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (902.290), o crescimento foi de 14,5%.

As Sociedades Limitadas tiveram participação de 7,4% entre os CNPJs criados na primeira metade de 2018, com um total de 93.199 novos empreendimentos – 3,8% a mais que no semestre correspondente do ano passado (89.755).

Já as Empresas Individuais responderam por 5,4% do total de novas empresas originadas, com um recuo de 20,7% na comparação entre o primeiro semestre de 2018 (68.244 nascidas) e o primeiro semestre de 2017 (86.075 nascidas).

A formalização de 68.475 empresas de outras naturezas jurídicas subiu 6,1% ante a 2017 (64.521 nascidas), e participou com 5,4% da apuração do semestre.

Cenário de novas empresas por regiões e estados

No primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Sudeste e o Sul estão empatados com o maior crescimento (12,9%) no número de novos CNPJs. O Centro-Oeste avançou 7,9% e o Nordeste, 6,9%. Já o Norte apresentou queda de 4,6%.

No ranking por estados, apesar de São Paulo ter a maior representatividade – 28,8% do total –, o Distrito Federal, que representa 2,2%, teve o maior crescimento (17%) no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2017.

Já o Amapá teve a maior queda no período (13,3%). Também tiveram declínio os estados do Pará (9,4%), Tocantins (4,5%) e Mato Grosso (3%).


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